Portuguesa Berd exporta 125 pontes modulares para o Peru

As 125 pontes modulares com cunho português já chegaram ao destino. Este contrato valeu 17 milhões à Berd.

A Berd, empresa portuguesa de engenharia de pontes, exportou 125 pontes modulares para o Peru, no valor de 17 milhões de euros. Segundo Pedro Pacheco, presidente executivo da Berd, “conforme previsto as pontes modulares já foram entregues no Peru, dia 14 de agosto”.

A ponte modular atravessou os oceanos por barco e foram necessários cerca de 300 contentores neste processo. Pedro Pacheco assegura que este negócio “representou uma poupança de cerca de 25% ao Governo peruano em relação aos concursos anteriores”.

A empresa portuguesa venceu o concurso internacional, lançado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações Peruano, para o fornecimento de pontes modulares, com vãos entre os 15 a 60 metros. Para Pedro Pacheco, vencer este concurso internacional no Peru, a par com os principais players mundiais do setor, representa um enorme reconhecimento”, refere ao ECO.

Montagem da ponte vai durar uma semana

A montagem das 125 pontes modulares vai decorrer no Peru e vai demorar apenas uma semana. Este processo vai envolver uma equipa reduzida de colaboradores, tendo em conta que a facilidade e a rapidez de montagem são uma prioridade para a Berd. Segundo o presidente executivo da Berd, “estas pontes são compostas por um reduzido número de peças fáceis de montar e estão envolvidas neste processo cerca de 6.000 toneladas de aço”.

Para além de estar a enviar as 125 pontes modulares para o Peru, a Berd, que é um spin-off da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), está atualmente a desenvolver projetos na Alemanha, Turquia, Colômbia, Egito e Eslováquia. Está presente nos cinco continentes e tem clientes/projetos na Alemanha, Bélgica, Brasil, Colômbia, Egito, Eslováquia, Espanha, França, México, Peru, República Checa, Turquia, entre outros.

Com uma exportação de mais de 97%, a Berd investe recorrentemente cerca de 25% dos custos fixos em I&D, aplicados na pesquisa e desenvolvimento de novas soluções em metodologias de construção de pontes. Pedro Pacheco acredita que a “aposta em I&D, aliada a um intenso e sistemático estudo de métodos construtivos, permite a customização de cada projeto, visando minimizar os custos e o tempo de construção, bem como aumentar a eficiência e garantir padrões elevados de segurança”, destaca.

Berd alcança recorde mundial na Turquia

O investimento já está a dar frutos e a Berd alcançou um recorde mundial na Turquia. A empresa portuguesa, desenvolveu o M1 que é uma solução para a construção de pontes, tendo em conta que permite a execução de vãos de 90 metros através do método de betonagem in situ em apenas 14 dias.

Segundo Pedro Pacheco, através deste equipamento desenvolvido pela Berd, o M1, a construção das pontes tornou-se “mais rápida, mais eficaz, mais ecológica e com um custo inferior”. Com este método, a obra na Turquia, tornou-se mais sustentável e ecológica, dado que foi conseguida uma redução de betão equivalente a 35 mil camiões e mais de 20 mil toneladas de CO2″.

Pedro Pacheco explicou que antes do M1 apenas eram executados, com este método construtivo, vãos até 78 metros. A sua utilização é particularmente indicada para a execução de pontes com grandes vãos (acima dos 70 metros). O M1 representa uma inovação tecnológica que permite novos limites à construção de tabuleiros de pontes e viadutos”, salienta.

Pretendemos ser líder mundial na nossa área atuação.

Pedro Pacheco

Presidente executivo da Berd

A Berd prevê uma faturação de 20 milhões de euros em 2019 e, segundo o presidente executivo, o objetivo é “ser líder mundial na sua área atuação”. Acrescenta que uma das metas da Berd para o último trimestre deste ano é a entrada em novos mercados, nomadamente América do Sul e África.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portuguesa Berd exporta 125 pontes modulares para o Peru

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião