Hoje nas notícias: cobrança coerciva, renováveis e Sines

  • ECO
  • 16 Agosto 2019

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Aumentou pressão sobre os motoristas de matérias perigosas, que cumprem, esta sexta-feira, o quinto dia de greve. A marcar a atualidade está também o salto do valor arrecadado pelo Estado com cobranças coercivas, os futuros constrangimentos aos projetos de renováveis e o fim do projeto da Aeroneo para o aeroporto de Beja. A PSA deixa um aviso sobre greves em Sines e a ASF está preocupada com o setor que regula.

Cobranças coercivas dão mais 100 milhões ao Estado

Nos primeiros seis meses de 2019, o Estado cobrou mais de 533,6 milhões de euros de dívidas ao Fisco. Em causa está um salto de 22% em termos homólogos, segundo indicam os dados da Direção-Geral do Orçamento. A receita assim conseguida corresponde ao valor absoluto mais elevado de sempre a entrar para os cofres do Estado com cobranças coercivas durante o primeiro semestre. E falta ainda contabilizar a receita cobrada do mesmo modo pelas autarquias e pela Segurança Social. Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago).

PSA diz que greves em Sines põem em causa investimento de 550 milhões

Concessionária avisa que as consecutivas greves dos estivadores a laborar em Sines já provocaram quebras acima de 25% nas mercadorias movimentadas e perdas de nove milhões de euros. Perante estes valores, a empresa estatal de Singapura, avisa que pode estar em causa o investimento de 547 milhões de euros previsto para aquela infraestrutura. Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago).

“Novos projetos de renováveis podem vir a ter constrangimentos”

O presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) avisa que, no âmbito do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), vários serão os países a desenvolver projetos de energias renováveis, o que poderá criar “constrangimentos entre a oferta e a procura”, no setor. “Todos os países vão estar a fazer implementação de renováveis para cumprir as metas a que se comprometeram. Aí é que pode haver algum constrangimento de compra de equipamentos e de pessoal disponível”, sublinha Pedro Amaral Jorge, alertando também para o reforço da concorrência entre países, neste setor. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Aeroneo desiste do projeto para o aeroporto de Beja

O projeto da Aeroneo previsto para o aeroporto de Beja já não vai avançar. A informação foi avançada pelo presidente da autarquia que diz que o projeto “esfumou-se”. Este é apenas mais um em cerca de duas dezenas de iniciativas anunciadas para aquela infraestrutura que nunca chegaram a ser concretizadas. Segundo o Ministério da Defesa Nacional, a desistência da Aeroneo acontece porque não chegou a ser assinado o contrato entre a empresa e o Estado português. O MDN justifica o facto com uma alteração do objeto social da empresa, o qual contrariava a autorização aprovada pelo Conselho de Ministros. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Seguradoras ignoram alertas para risco de exposição à dívida

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) está preocupada com a “exposição significativa” do setor a títulos de dívida pública e recomenda a diversificação das carteiras de investimento, bem como o reforço das almofadas de capital. Estes alertas têm, contudo, sido ignorados, com as empresas a seguirem o caminho oposto ao recomendado. Os relatórios mais recentes do regulador indicam que as seguradoras têm aumentado o investimento em dívida soberana, ainda que se tenha registado uma ligeira subida na aposta noutros produtos, nomeadamente depósitos. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

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