Pequim castiga Wall Street com quedas superiores a 2%

  • ECO
  • 23 Agosto 2019

Bolsas norte-americanas caíram mais de 2% no dia em que Pequim anunciou retaliação comercial contra EUA. Wall Street fecha quarta semana consecutiva de perdas.

A oficialização das medidas de retaliação de Pequim contra as tarifas impostas por Donald Trump penalizaram fortemente as bolsas norte-americanas esta sexta-feira, que terminam assim a quarta semana consecutiva de perdas. A China anunciou que vai aplicar taxas de 5% a 10% a 75 mil milhões de dólares de bens norte-americanos já a partir de 1 de setembro.

Só ao longo da negociação de hoje, as quedas foram superiores a 2% entre os principais índices dos EUA, com destaque negativo para o Nasdaq que perdeu 3%, para 7.751,77 pontos, seguido do S&P500 que recuou 2,59% para 2.847,11 pontos e do índice industria Dow Jones que perdeu 2,37%, fechando nos 25.628,9 pontos.

Estas desvalorizações terão sido ligeiramente atenuadas pelo discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, que falou esta sexta-feira em Jackson Hole depois de ter anunciado, há três semanas, o primeiro corte nos juros de referência desde 2008. Apesar de não ter sinalizado qualquer abertura para nova redução de juros, Powell assegurou que a Fed irá “agir de forma apropriada” face aos desenvolvimentos internacionais em curso.

No seguimento do discurso, Wall Street evidenciou sinais de alguma contenção de perdas, não tendo deixado de negociar em terreno negativo. Mas com o evoluir do dia o pessimismo voltou em força, muito provavelmente por culpa da reação a quente de Donald Trump à retaliação chinesa, apelando mesmo a que as empresas norte-americanas saiam da China.

“Nós não precisamos da China e, francamente, seria muito melhor sem eles. As vastas quantias de dinheiro feitas e roubadas pela China aos Estados Unidos, ano após ano, durante décadas, têm e vão parar. As nossas grandes empresas americanas devem começar imediatamente a procurar uma alternativa à China, trazendo as suas empresas para casa e fazendo produtos nos EUA.”

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