António Costa escolhe Elisa Ferreira para comissária europeia

  • ECO
  • 27 Agosto 2019

Elisa Ferreira vai integrar o Colégio de Comissário em nome de Portugal. Ursula von der Leyen deverá agora decidir qual a pasta a atribuir à sucessora de Carlos Moedas.

Portugal respondeu positivamente ao apelo de Ursula von der Leyen de compor um executivo europeu paritário e sugeriu o nome de Elisa Ferreira para ocupar o cargo de Comissária Europeia nomeada por Portugal. A escolha da vice-governadora do Banco de Portugal (BdP), que sucede a Carlos Moedas, foi avançada esta terça-feira pelo gabinete de António Costa, colocando um ponto final à especulação dos últimos dias que dava como certa a escolha de Pedro Marques, ex-ministro das Infraestruturas e eurodeputado pelo Partido Socialista.

“O primeiro-ministro comunicou à presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o nome de Elisa Ferreira para integrar o colégio de Comissários da próxima Comissão Europeia”, afirmou à Lusa fonte oficial do gabinete de António Costa.

A escolha da vice-governadora do Banco de Portugal surge um dia depois de ter chegado ao fim o prazo informal para a apresentação dos candidatos a comissários. Mas tanto Elisa Ferreira como Pedro Marques mantiveram, no início de agosto e enquanto candidatos apresentados por Portugal, contactos informais com Ursula von der Leyen, a futura presidente da Comissão Europeia.

Seguem-se agora reuniões formais entre os candidatos apresentados por cada Estado-membro e a alemã Ursula von der Leyen, a quem caberá ligar nomes e pastas. De acordo com o jornal Público deste fim de semana, António Costa terá pedido para a vice-governadora do BdP a “super pasta” da Economia e Finanças. Um objetivo que deverá estar condenado considerando que Portugal detém já a presidência do Eurogrupo.

O ‘elenco’ final de 26 comissários e respetivas pastas — excluindo a Alemanha, que já tem a presidência, e o Reino Unido, que conta sair em 31 de outubro, véspera da entrada em funções da nova Comissão — deverá por isso ser ‘fechado’ a tempo para as audições nas respetivas comissões do Parlamento Europeu, que deve pronunciar-se sobre o colégio como um todo em 22 de outubro.

A vice-governadora do BdP destacou-se enquanto eurodeputada no comité dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, durante a crise. Mas o currículo de Elisa Ferreira inclui ainda duas passagens pelos governos chefiados por António Guterres, primeiro enquanto ministra do Ambiente (1995 – 1999), e depois do Planeamento (1999 – 2002). É, desde desde setembro de 2017, vice-governadora do Banco de Portugal.

Elisa Ferreira sucederá a Carlos Moedas, que foi comissário indicado pelo anterior governo PSD/CDPP. Com a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas foi nomeado em novembro de 2014.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

António Costa escolhe Elisa Ferreira para comissária europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião