Alemã Ursula von der Leyen eleita presidente da Comissão Europeia

  • ECO
  • 16 Julho 2019

A ministra da Defesa alemã, e proposta de última hora para desbloquear o impasse no Conselho Europeu, conseguiu os votos necessários no Parlamento Europeu para suceder a Jean-Claude Juncker.

A alemã nascida na Bélgica, e atual ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, conseguiu a maioria absoluta necessária no Parlamento Europeu e será mesmo a próxima presidente da Comissão Europeia nos próximos cinco anos, a primeira mulher a assumir o cargo desde que o Executivo europeu foi criado, pedindo “uma Europa forte e unida”.

Apesar da resistência de partes das principais famílias políticas europeias, devido ao acordo de última hora conseguido no Conselho Europeu e do abandono de todos os cabeças-de-lista às eleições europeias por estes grupos políticos, a alemã conseguiu os votos necessários para suceder a Jean-Claude Juncker na presidência do Executivo europeu nos próximos cinco anos.

A alemã conseguiu 383 votos a favor, apenas mais nove que a maioria absoluta exigida no Parlamento Europeu para a sua confirmação, o que deixa antever uma divergência maior em Estrasburgo do que a antecipada pelos líderes da União Europeia. Ursula von der Leyen teve ainda 327 votos contra a sua nomeação.

"É uma grande responsabilidade, o meu trabalho começa agora. Vamos trabalhar em conjunto de forma construtiva, porque o desafio é uma Europa forte e unida.”

Ursula von der Leyen

Presidente da Comissão Europeia

O resultado demonstra uma grande divisão, inclusivamente dentro dos grupos políticos que apoiaram a sua nomeação no Conselho Europeu e cujos líderes tentaram alinhar os eurodeputados por detrás desta solução.

Os eurodeputado de centro-direita do Partido Popular Europeu (PPE), os socialistas do S&D e o novo grupo dos Liberais, o Renovar a Europa, formam uma maioria de 444 deputados, mais 61 do que aqueles que apoiaram esta solução.

Após a sua eleição, a alemã agradeceu a confiança dos eurodeputados e reconheceu a “grande responsabilidade” que tem nas mãos, mas pediu ao Parlamento Europeu para trabalhar em conjunto com a Comissão para fortalecer a Europa.

“É uma grande responsabilidade, o meu trabalho começa agora. Vamos trabalhar em conjunto de forma construtiva, porque o desafio é uma Europa forte e unida”, disse.

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