Eurodeputados do PS e PSD esperam mais garantias de Ursula von der Leyen

  • ECO
  • 11 Julho 2019

Ursula von der Leyen ambiciona ser a primeira mulher a liderar a Comissão Europeia, mas ainda tem de convencer alguns eurodeputados, nomeadamente do PS e do PSD.

Os eurodeputados do PSD e o PS esperam mais garantias por parte de Ursula von der Leyen, que ambiciona ser a primeira mulher a liderar a Comissão Europeia. De acordo com a Euronews, o social-democrata Paulo Rangel e o socialista Carlos Zorrinho ainda não estão totalmente convencidos.

“Um presidente da Comissão tem de ter um programa que possa preencher uma série de requisitos que são pedidos pelas várias forças políticas”, começou por dizer um dos vice-presidentes do Partido Popular, Paulo Rangel. Apesar de apoiar Ursula von der Leyen, o social-democrata lembra a dificuldade que esta terá em arrecadar 376 votos.

“Penso que o tempo que temos é muito pouco para essa negociação se fazer de uma forma que possa satisfazer as várias forças. Sempre disse, desde o primeiro minuto em que ficou claro que a nomeada seria Ursula von der Leyen, que não estranharia que pudesse haver um adiamento e que ele fosse saudável no sentido de permitir fazer a plataforma de entendimento com os vários grupos“, acrescentou.

Já da parte do PS, os eurodeputados estão a aproveitar as negociações para conseguir um programa para os próximos cinco anos que seja o mais próximo possível da sua própria agenda e a candidata também ainda não os convenceu, refere a Euronews.

Se não tivermos uma posição clara da Comissão Europeia, dizendo que a proposta do Conselho Europeu em relação ao orçamento plurianual tem que ser melhorada, é evidente que isso para nos é insatisfatório“, afirmou o coordenador dos eurodeputados socialistas, Carlos Zorrinho.

“Se nós conseguirmos que haja esse compromisso [reforma da governação económica], bem como um compromisso sobre a reforma da zona euro, um discurso aberto em relação à defesa do Estado de direito, das alterações climáticas, transição energética, em relação ao reforço do pilar social — nessa última área a candidata tem muita experiência porque foi ministra da Família –, se conseguirmos isso tudo foi porque cumprimos o nosso papel como eurodeputados“, completou.

Garantir a maioria absoluta dos votos no Parlamento Europeu está a ser um desafio para Ursula von der Leyen, e até a sua família política de centro-direita admite que poderá ser necessário um prolongamento do debate e um adiamento das votações, que estão marcadas para a próxima semana. Caso esse adiamento ou o nome de Ursula forem rejeitados, o Parlamento Europeu só se deverá pronunciar após a pausa de verão.

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