Chineses do EMGI investem 300 milhões em imobiliário em Alcântara. Mais de 100 apartamentos vão ter renda acessível

Este é o sétimo projeto imobiliário do grupo chinês em Lisboa. Além de 550 apartamentos, vai construir também escritórios e espaços para retalho, nos 14 hectares junto à antiga pedreira do Alvito.

O EMGI Group comprou a Encosta da Tapada, em Alcântara, e prevê aí investir 300 milhões de euros. O projeto abrange uma área de 120 mil metros quadrados, irá envolver construções tanto de 550 apartamentos para habitação, como escritórios e retalho. O grupo de investidores chineses é já responsável por outros seis projetos imobiliários em Lisboa.

“Esta é uma das grandes áreas ainda disponíveis em Lisboa para promoção de raiz e que irá operar uma profunda regeneração numa zona de grande potencial”, afirmou Gonçalo Santos, head of development da JLL (que entrou no negócio em representação do vendedor), em comunicado.

O terreno tem cerca de 14 hectares e situa-se junto à antiga Pedreira do Alvito, em Alcântara. O investimento de 300 milhões abrange o valor da compra do terreno, mas também infraestruturação, projetos de arquitetura e de outras especialidades, trabalhos de construção, bem como custos inerentes ao processo de promoção.

Mega projeto vai nascer junto à Pedreira do Alvito

Um quarto das habitações vão entrar no programa Renda Acessível

“Estamos a falar de um projeto estruturante para a regeneração do Vale de Alcântara, com capacidade para trazer mais de mil novos residentes para a zona ocidental da capital, além de uma população flutuante muito expressiva. É um dos projetos com escala tão necessários para reter a classe média portuguesa na cidade, e que tem ainda a mais-valia de gozar de uma excelente localização”, sublinhou Santos.

O projeto da Encosta da Tapada prevê um programa imobiliário misto de 87 mil metros quadrados de habitação, 22 mil metros quadrados de escritórios e 11 mil metros quadrados de retalho. Estão previstos ainda 900 lugares de estacionamento.

Do total de 550 apartamentos projetados para a componente habitacional, cerca de 25% serão destinados ao programa de Rendas Acessíveis. Ou seja, 137 apartamentos irão integrar o programa público que pretende permitir às famílias o acesso à habitação mas com preços inferiores aos do mercado. Os restantes serão colocados no mercado de venda livre e direcionados sobretudo aos compradores nacionais.

O projeto do EMGI Group contempla ainda a criação de espaços verdes, o desenvolvimento e equipamentos coletivos como uma escola e um lar de terceira idade, bem como novos acessos ao Bairro de Alcântara.

Este não é o primeiro projeto do grupo chinês em Lisboa, mas sim o sétimo. O portefólio de investimentos inclui seis condomínios (alguns ainda em desenvolvimento): o Amoreiras Garden, o República 55, o República 37, o Palmela 21, o Square 53 e o Rodrigo da Fonseca 40. A principal diferença é que, até agora, o grupo tem estado focado sobretudo na gama alta de mercado e com uma forte componente de reabilitação.

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