Rui Rio: Coligações à direita, sim. Geringonça, não

Rio respondia, assim, às declarações da líder do CDS, que admitiu esta terça-feira à noite ser "desejável" os partidos do centro-direita conversarem para a viabilização de uma “geringonça à direita".

O presidente do PSD, Rui Rio, não exclui a hipótese de uma coligação à direita após as eleições legislativas de outubro, mas recusa a palavra “geringonça”. O social-democrata diz que esta seria uma alternativa natural e não um acordo feito à pressa para conseguir o poder.

“É demasiado óbvio que, como alternativa ao PS para liderar o Governo, só há o PSD. A única alternativa a António Costa sou eu“, disse Rio, em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP3. Questionado sobre uma possível coligação com o CDS-PP de Assunção Cristas, o social-democrata não fechou a porta.

“À direita, nunca haverá uma geringonça. Se tivermos uma parceria com o CDS, não será uma geringonça. Será um processo natural. Nunca haverá uma coisa montada à pressa só para conseguir o poder“, sublinhou. Rio lembrou ainda que nas legislativas de 2011, PSD e CDS também concorreram separadamente e acabaram por se coligar para formar Governo, tendo concorrido em conjunto apenas no sufrágio seguinte, em 2015.

Rio respondeu, assim, às declarações de Cristas, que admitiu esta terça-feira à noite ser “perfeitamente possível” e “desejável” os partidos do centro-direita conversarem para a viabilização de uma “geringonça à direita”.

Também a líder do CDS-PP antecipa que esta coligação seja delineada após as eleições. “Eu sempre disse que, para termos 116 deputados de maioria, faria sentido, depois das eleições, ter uma coligação com aqueles que elegerem. Devo dizer que desses todos, parece-me que há um que está a mais, que é o Basta, mas com os outros todos acho que é perfeitamente possível conversarmos, e desejável”, afirmou Cristas, referindo-se ao partido Chega, liderado por André Ventura, na TVI24.

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