Boris avisa deputados que travar saída a 31 de outubro vai deteriorar confiança nos políticos

  • Lusa
  • 30 Agosto 2019

"A minha mensagem para eles [deputados] é que a pior coisa para a democracia agora seria cancelar o referendo", alerta o primeiro-ministro britânico.

O primeiro-ministro britânico avisou esta sexta-feira os deputados que travar o Brexit a 31 de outubro “causará danos duradouros à confiança das pessoas na política” e alegou que a ameaça de saída sem acordo facilita as negociações com Bruxelas.

“A minha mensagem para eles [deputados] é que a pior coisa para a democracia agora seria cancelar o referendo, que é o que algumas pessoas estão a sugerir, anular esse resultado e dizer às pessoas que serão ignoradas, depois de todas as promessas que foram feitas”, afirmou Boris Johnson, em declarações transmitidas na Sky News.

Johnson disse acreditar que, caso os deputados impeçam a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) a 31 de outubro, “isso causará danos duradouros à confiança das pessoas na política, causará danos duradouros e catastróficos aos principais partidos” do país. “Esta geração política não será perdoada por não cumprir aquela promessa”, continuou.

O Governo britânico mantém que pretende concluir um acordo de saída com a UE e esta sexta-feira anunciou uma intensificação das negociações, com reuniões entre as duas partes duas vezes por semana, mas defende que a ameaça de um Brexit sem acordo vai ajudar a colocar pressão para obter as alterações pretendidas ao documento negociado por Theresa May, antecessora de Boris Johnson, e chumbado três vezes pelo Parlamento britânico.

Nos últimos dias, a oposição e deputados do partido Conservador manifestaram-se empenhados em aprovar legislação para impedir uma saída sem acordo na próxima semana devido à anunciada suspensão do parlamento durante cinco semanas, da segunda semana de setembro até 14 de outubro.

O primeiro-ministro receia, contudo, que estas iniciativas prejudiquem a estratégia do Governo. “Receio que, quanto mais nossos amigos e parceiros pensam que o Brexit pode ser impedido, que o Reino Unido pode ser mantido [na UE] pelo Parlamento, menor a probabilidade de eles nos darem o acordo que precisamos”, avisou.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Boris avisa deputados que travar saída a 31 de outubro vai deteriorar confiança nos políticos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião