Boris Johnson ameaça convocar eleições para 14 de outubro

  • ECO
  • 3 Setembro 2019

Com a subida de tom das críticas na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro britânico riposta, admitindo convocar eleições para dia 14 de outubro. A libra afunda.

Depois de ter sido conhecido o plano que junta um conjunto de deputados “rebeldes” do Partido Conservador e do Partido Trabalhista para travar a estratégia de negociação de Boris Johnson para o Brexit, o primeiro-ministro britânico ameaçou convocar eleições para dia 14 de outubro, 17 dias antes da data prevista para o Brexit, a 31 de outubro.

Em causa está a possibilidade de 15 a 20 parlamentares conservadores poderem juntar-se aos trabalhistas e a outros deputados da oposição, como é o caso dos Liberais Democratas, com o intuito de criarem uma revolta na Câmara dos Comuns e aprovarem uma lei que impeça Boris Johnson de permitir que o Reino Unido saia da União Europeia sem acordo, avançam vários meios britânicos.

Esta terça-feira o líder da oposição, Jeremy Corbyn, vai reunir-se com os deputados para finalizar a estratégia. De acordo com a imprensa britânica, espera-se também que o líder dos conservadores se encontre com os dissidentes do seu partido para tentar impedir a revolta.

Ainda esta segunda-feira tinham circulado rumores de que Boris Johnson poderia estar na iminência de convocar eleições, mas acabaram por se desvanecer quando o líder dos Tories veio dizer que não queria eleições. Nessa altura, Boris Johnson enviou uma mensagem clara e direta aos deputados, referindo que caso o plano avance “vão simplesmente cortar as pernas ao Reino Unido e fazer com que qualquer negociação futura se torne impossível”.

No entanto, com a subida de tom das críticas na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro britânico riposta, admitindo convocar eleições para dia 14 de outubro.

Este clima de instabilidade está a pesar nos mercados acionistas europeus, levando à queda dos índices, isto ao mesmo tempo que no mercado de dívida soberana se assistem novos mínimos históricos na dívida de vários países do euro. No cambial, a moeda britânica sente a pressão, recuando para o valor mais baixo desde janeiro de 2017, estando a negociar abaixo da fasquia dos 1,20 dólares, diz a Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

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