Câmara dos Comuns trava moção de Boris para antecipar eleições

O primeiro-ministro britânico queria realizar eleições antecipadas a 15 de outubro. A oposição não permitiu que a moção de Boris Johnson fosse aprovada. 

O primeiro-ministro britânico queria realizar eleições antecipadas a 15 de outubro, mas a Câmara dos Comuns voltou a colocar um travão às pretensões de Boris Johnson. O terceiro revés do sucessor de Teresa May no Parlamento teve o cunho da maioria dos deputados trabalhistas que, seguindo o pedido de Jeremy Corbyn, se abstiveram no momento da votação, avança o The Guardian.

Com 298 votos a favor e 56 contra, a proposta ficou muito aquém dos 434 ayes necessários para que os britânicos fossem às urnas. Ao fim de dois dias de trabalhos parlamentares, Johnson não conseguiu ainda vencer uma única votação.

“Acho que [Corbyn] se tornou no primeiro líder da oposição na história da nossa democracia a recusar um convite para ir a eleições. Só posso especular sobre as razões por detrás da sua hesitação”, afirmou a Johnson, após a decisão da Câmara dos Comuns de aceitar a sua moção de eleições antecipadas. O primeiro-ministro acabaria por dizer que só há uma “conclusão óbvia”: “Não acha que pode ganhar”.

A votação da moção de Boris Johnson aconteceu depois da Câmara dos Comuns ter votado e aceite o projeto de lei do trabalhista Hilary Benn, que pretende travar o Brexit sem acordo. Isto significa que, caso o Reino Unido não chega a um acordo com a Comissão Europeia até 19 de outubro, ou se o Parlamento não autorizar a saída sem acordo, o Executivo é obrigado a pedir novo adiamento do Brexit aos parceiros europeus. Mas Johnson já disse e reafirmou que sob nenhuma circunstância pedirá um adiamento para lá de 31 de outubro.

(Notícia atualizada às 22h20)

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