Deputados confirmam adiamento do Brexit para 31 de janeiro. Boris defende moção para eleições antecipadas

Os deputados britânicos voltaram a votar o decreto de lei que prevê que, em caso de não haver acordo, o Brexit será adiado, e o resultado foi o mesmo.

Os deputados voltaram a votar e a moção apresentada pela oposição de Boris Johnson foi mesmo aprovada. Caso não haja um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) até 19 de outubro, o primeiro-ministro britânico terá de pedir um adiamento do Brexit para 31 de janeiro de 2020.

De acordo com a Sky News (conteúdo em inglês), a votação final levou à aprovação da moção com 327 votos contra e 229 votos a favor, dos quais alguns pertenceram a deputados do Partido Conservador. Agora, tal como Boris Johnson já tinha avisado, esses poderão ser expulsos do partido.

Resultado das votações, em direto na Sky News

A Câmara dos Comuns voltou ao ativo esta terça-feira e, esta quarta-feira, o Parlamento esteve a discutir a proposta de lei de Hilary Benn, que previa um adiamento do Brexit para 31 de janeiro de 2020 no caso de não haver um acordo entre o Governo e a UE até 19 de outubro. Face a esta aprovação, Boris Johnson deverá mesmo cumprir a ameaça que tem vindo a fazer nos últimos dias e convocar eleições antecipadas para 15 de outubro.

“Embora o primeiro-ministro não queira uma eleição, acredita que se a sua posição negocial for destruída, então isso deve ser testado através de eleições e os cidadãos devem ser capazes de decidir os próximos passos“, disse o porta-voz de Boris Johnson, antes das votações, citado pelo The Guardian.

Mesmo antes de ser certo de que haverá eleições antecipadas, os britânicos já se começaram a preparar. Nas últimas 48 horas, diz o The Guardian, mais de 100 mil pessoas inscreveram-se para votar — 52.408 registos na segunda-feira e 64.485 na terça-feira — com os jovens a representarem a maioria dos inscritos.

(Notícia atualizada às 20h com resultado da votação final)

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