Pesca da sardinha com quota de 9.000 toneladas e aumentos só após avaliações, diz ministra

  • Lusa
  • 6 Setembro 2019

No que diz respeito a um possível aumento da quota da captura da sardinha no próximo ano, a ministra do mar disse que o aconselhamento para 2020 só será disponibilizado no final do ano.

A ministra do Mar reiterou, em resposta ao CDS-PP, que a quota da captura da sardinha para este ano é de até 9.000 toneladas, mantendo-se cautelosa com a possibilidade do aumento das capturas em 2020, foi anunciado.

“Para 2019 o limite de capturas a considerar para a frota portuguesa é de até nove mil toneladas, quantidade que tem em linha de conta a chave de repartição acordada com Espanha no âmbito do Plano de Gestão 2018-2023, os últimos dados científicos disponíveis e os modelos de avaliação seguidos pelo ICES [Conselho Internacional para a Exploração do Mar], organismo científico de aconselhamento, constantes do relatório do seu grupo de trabalho”, assegurou Ana Paula Vitorino, numa resposta ao grupo parlamentar do CDS.

A ministra do Mar esclareceu que Portugal se mantém em interação com Espanha e com a Comissão Europeia “no sentido de consensualizar” a regra de exploração”.

Já quanto à possibilidade de a quota ser aumentada no próximo ano, Ana Paula Vitorino disse que o aconselhamento para 2020 só será disponibilizado pelo ICES no final do ano, “após reanálise do próprio modelo de gestão no próprio grupo de trabalho que normalmente avalia a sardinha e da definição do regime de produtividade do recurso, tendo em conta a informação das campanhas acústicas realizadas neste ano”.

No que se refere aos contributos para essa avaliação, Ana Paula Vitorino esclareceu que, na sequência do acordo entre os organismos de investigação portugueses e espanhóis, “está prevista que a próxima campanha, que abrange áreas dos dois países, seja realizada a bordo de um navio de investigação espanhol”.

Em 1 de agosto, o Governo aumentou a quota de pesca da sardinha em 25%, o que permitirá aos pescadores capturarem este ano mais 4.000 toneladas e manterem a faina até outubro. “A biomassa cresceu 24% e nós tomámos a decisão de aumentar a quota em 25%”, afirmou, na altura, a ministra do Mar, estimando que este aumento da quota permita “manter a pesca da sardinha até outubro”.

Os dados avançados pela governante, em Peniche, apontam para “um aumento de 1.800 toneladas” de sardinha que os pescadores vão poder pescar a mais do que a quota prevista de 2.181 toneladas, que podiam capturar, a partir do mês de agosto.

No entanto, para as organizações ibéricas da sardinha este valor é insuficiente, uma vez que estas defendem que a biomassa disponível permite uma atualização das possibilidades até cerca de 19 mil toneladas ainda este ano.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Pesca da sardinha com quota de 9.000 toneladas e aumentos só após avaliações, diz ministra

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião