Banca leva Europa a máximos de julho. Lisboa sobe

A China decidiu eliminar algumas tarifas sobre produtos dos EUA, o que aliviou as tensões comerciais e ajudou as ações europeias. Antes da reunião do BCE, a banca subiu, mas o BCP caiu.

As bolsas europeias recuperaram para máximos de dois meses, isto depois de a China ter eliminado uma série de impostos sobre importações de produtos norte-americanos. A medida aliviou as tensões comerciais na véspera de uma importante reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que poderá resultar numa descida das taxas de juro, o que puxou pelas ações das empresas europeias.

O Stoxx 600 avançou 0,77%, fechando no nível mais elevado desde 29 de julho, e mesmo o índice europeu do setor bancário ganhou 0,41%, apesar das expectativas dos investidores em torno do corte nos juros pelo BCE. A expectativa dos investidores é de que mesmo que Mario Draghi corte juros, nomeadamente a taxa de depósitos, apresente uma contrapartida para o setor, procurando mitigar o efeito nas margens do negócio bancário.

Enquanto isso, o britânico FTSE ganhou 1%, num dia marcado pela oferta inesperada de compra da gestora da Bolsa de Londres por parte da gestora da Bolsa de Hong Kong, um negócio avaliado em 36,6 mil milhões de dólares.

Se a banca brilhou na Europa, o mesmo não aconteceu no mercado nacional, com o BCP a ceder 1,61% para 20,23 cêntimos. Esta queda não impediu, contudo, a praça portuguesa de avançar 0,22%, para 5.005,8 pontos, beneficiando do desempenho positivo da EDP Renováveis. A empresa de “energia limpa” valorizou 2,63%, para 10,16 euros, mas não foi a única a puxar pela praça nacional. Os CTT viram o preço da ação da empresa subir 2,29%, enquanto a retalhista Jerónimo Martins ganhou 1,32%.

Em sentido inverso, destaque negativo para as ações da Galp Energia e da EDP, que impediram um maior brilho na bolsa de Lisboa. Estes dois “pesos pesados” desvalorizaram, respetivamente, 1,35% e 1,01% na sessão desta quarta-feira.

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