Malo Clinic tem 88 credores a reclamarem 94,6 milhões

  • ECO
  • 13 Setembro 2019

O grupo entrou em Processo Especial de Revitalização (PER) em agosto e agora tem 88 a reclamarem créditos. Mas apenas são reconhecidos cerca de 70 milhões.

O Grupo Malo Clinic está em Processo Especial de Revitalização (PER) desde agosto e, ao todo, há 88 credores a reclamarem o pagamento de 94,6 milhões de euros. Contudo, apenas são reconhecidos cerca de 70 milhões de euros, avança o Público (acesso pago).

No topo da lista de credores está o Novo Banco, com um crédito reclamado e reconhecido de 56,07 milhões de euros, à frente do Banco Nacional Ultramarino de Macau (da CGD) com 6,9 milhões de euros, e das empresas Nobel Biocare Portugal e Nobel Biocare Services, que reclamam cada uma mais de 2,4 milhões e 1,02 milhões, respetivamente.

Entre os maiores credores está também o Instituto da Segurança Social, com mais de 1,9 milhões de euros. E até o próprio fundador da empresa mas ex-acionista, Paulo Sérgio Malo, reclama o pagamento de cerca de 2,6 milhões de euros.

Já a Unicre – Instituição Financeira de Crédito reclama 20,8 milhões, mas apenas lhe são reconhecidos cerca de 6,59 mil euros. Nas notas anexas à lista provisória de credores, o administrador judicial provisório explica que este não reconhecimento se deve ao facto de a Unicre ter entendido reclamar como créditos o montante dos pagamentos efetuados pelos clientes das clínicas Malo através do multibanco em 540 dias e “não procedeu a justificar o valor que reclamou neste apartado, apenas se limitou a informar do montante em causa”.

A Malo Clinic entrou em PER — um processo que permite às empresas tentar a reestruturação da dívida com os seus principais credores a fim de evitar a insolvência — a 2 de agosto. Em julho foi noticiado que a Atena Equity Partners, que adquirira as clínicas Maló em maio, já tinha fechado um plano estratégico para o Grupo.

De acordo com o Jornal de Negócios, esse plano previa um acordo com os bancos credores para uma redução da dívida, o eventual fecho de consultórios e um investimento de quatro milhões de euros.

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