5 coisas que vão marcar o dia

  • ECO
  • 17 Setembro 2019

Rumo das cotações do petróleo, confirmação de Lagarde no BCE e início da reunião da Fed, em destaque no dia em que é lançado em Portugal o Portal do Financiamento e em que continua a pré-campanha.

A evolução das cotações do petróleo, após um disparo de 15%, vai continuar a centrar as atenções nos mercados internacionais. Este terça-feira é também marcada pela confirmação de Lagarde nos comandos do BCE, enquanto no outro lado do Atlântico a Fed começa a decidir o que fazer com os juros. Por Portugal, destaque para o lançamento do Portal do Financiamento e para mais um dia de pré-campanha após o primeiro embate entre António Costa e Rui Rio na disputa das legislativas.

Após disparo de 15%, que rumo vai ter o petróleo?

A evolução das cotações do petróleo deve continuar a merecer as atenções dos investidores após o disparo de 15% registado na última sessão. Essa forte subida aconteceu após o fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador mundial, ter sofrido um corte para metade depois de duas refinarias do gigante Saudi Aramco em Abqaiq e Khurais, na Arábia Saudita, terem sido alvo de um ataque no sábado.

Parlamento Europeu confirma Lagarde no BCE

O Parlamento Europeu confirmará a designação da economista francesa Christine Lagarde para o cargo de presidente do BCE, substituindo o italiano Mario Draghi. A antiga diretora-geral do Fundo Monetário Internacional substitui o italiano nos comandos da entidade responsável pela política monetária da Zona Euro a 1 de novembro.

Fed prepara decisão sobre juros nos EUA

Inicia-se a reunião de dois dias do comité de mercado aberto da Fed. Os analistas há muito que esperam um corte nos juros de referência, isto numa altura em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, também pressiona Jerome Powell e os outros governadores a aliviarem a política monetária na maior economia do mundo, seguindo o exemplo do BCE.

Governo lança Portal do Financiamento

É lançado ao início da tarde o Portal do Financiamento, numa apresentação que vai contar com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e o secretário de Estado da Economia, João Neves. A sessão de lançamento decorrerá às 15h30, nas instalações do IAPMEI, em Lisboa.

Líderes em pré-campanha

A menos de três semanas para as eleições, os líderes políticos saem à rua em ações de pré-campanha. António Costa (PS) visita a estação metropolitano da Pontinha, em Lisboa. Rui Rio (PSD) vai ao Cadaval e a Torres Vedras, onde visitará adegas cooperativas. Catarina Martins (Bloco de Esquerda) visita uma escola na capital. Jerónimo de Sousa (PCP) estará na região de Leiria, juntamente com Heloísa Apolónia. Também Assunção Cristas (CDS) estará naquela região, em vista à Panidor.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

5 coisas que vão marcar o dia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião