PPP de Braga faz disparar lucros da dona da CUF

José de Mello Saúde lucrou 22,4 milhões de euros no primeiro semestre do ano. 17 milhões de euros pagos pelo Estado à PPP de Braga por causa dos tratamentos de HIV fizeram disparar resultados.

A José de Mello Saúde, dona CUF, lucrou 22,4 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um forte crescimento explicado pela melhoria da atividade, mas especialmente pelo encaixe extraordinário com a PPP de Braga, no valor de 17 milhões de euros.

De acordo com a informação publicada no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o resultado líquido cresceu XXX, atingindo os 22,4 milhões de euros, enquanto o EBITDA — lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização — aumentou 56% para os 59,6 milhões de euros.

O crescimento dos lucros, mas também do EBITDA, foi bem mais expressivo que o dos proveitos. A dona da CUF revela que as receitas operacionais foram de 383,4 milhões de euros, traduzindo-se num crescimento de 11,4% face aos primeiros seis meses do ano passado.

O “crescimento sustentado da atividade assistencial”, bem como “novos projetos de expansão” do grupo ajudaram as contas, mas o forte crescimento ficou a dever-se, além da implementação da IFRS16, ao “recebimento extraordinário na Parceria Público-Privada em Braga, resultante da decisão favorável do Tribunal Arbitral sobre a comparticipação do Estado dos programas verticais do HIV”. Encaixou 17 milhões de euros.

Com o aumento dos resultados, o rácio de endividamento da José de Mello Saúde encolheu, mesmo com a dívida a crescer 62,1 milhões para 406,5 milhões de euros “em linha com o plano de investimentos em curso, nomeadamente do Hospital CUF Tejo, Hospital CUF Sintra – cuja primeira fase abriu ao público em junho – e Hospital CUF Torres Vedras.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PPP de Braga faz disparar lucros da dona da CUF

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião