BRANDS' ECO O futuro do trabalho juntou 184 oradores de 25 países na cidade do Porto

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  • 21 Setembro 2019

Labour2030 recebeu mais de 500 visitantes, entre eles 184 oradores, de 25 nacionalidades, para discutir o futuro do trabalho. Em 2021 regressa aquele que já é conhecido como "Web Summit do Trabalho".

Congresso Labour 2030, no Porto.Ricardo Castelo/ECO

A segunda edição do Labour2030 superou as expectativas e recebeu mais de 500 visitantes de 25 nacionalidades. Inteligência artificial, robótica, preocupação com as doenças profissionais, conciliação do trabalho com a vida pessoal, trabalho flexível, a luta pela igualdade salarial, proteção da cibernética digital e o futuro do direito do trabalho na União Europeia, foram alguns dos assuntos que estiveram em destaque neste certame que teve como finalidade fazer uma análise ao futuro do trabalho e projetar aquilo que serão as relações laborais para 2030.

Segundo, Eduardo Castro Marques, advogado e membro da Law Academy, “o evento superou as melhores expectativas, quer na riqueza, quer no número de intervenções e instituições que se mobilizaram para estarem presentes no congresso”. Destaca ainda para a “cidade do Porto que se consolida agora como a capital do futuro do trabalho”.

O evento será sempre na Invicta. Queremos criar uma centralidade em Portugal, nomeadamente na cidade do Porto, de reflexão mundial dos temas do futuro do trabalho.

Eduardo Castro Marques

Advogado e membro da Law Academy

Neste II Congresso Internacional dedicado ao mundo laboral foram abordados vários temas e lançadas várias tendências sobre aquilo que será o futuro do trabalho. “Lançámos tendências para o futuro e vamos sair todos daqui mais ricos e refletir sobre tudo o que ouvimos”, concluiu Eduardo Castro Marques.

A fiscalização e o cumprimento das regras definidas no Código do Trabalho são elementos essenciais para garantir um melhor ambiente de trabalho. E essa foi a mensagem que a subinspetora-geral da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Fernanda Campos, deixou, na cerimónia de encerramento. “Promover a melhoria das condições de trabalho, através da fiscalização e controlo do cumprimento das normas laborais“, é sem dúvida, a missão da instituição, sublinhou.

A nível estratégico, os objetivos da Autoridade para as Condições do Trabalho para 2017-2020, prendem-se essencialmente em promover a redução da sinistralidade laboral e combater o trabalho não declarado e fenómenos conexos. Fernanda Campos destaca ainda que o cumprimento das relações laborais e a segurança e saúde no trabalho são os principais focos da ACT.

O ano passado, a ACT realizou 38.287 visitas inspetivas em comparação às 37.482 do ano de 2017 e aumentou os montantes máximos das coimas aplicadas. Registou-se mais 1.525 pedidos de intervenção, em 2018, e aumentou o número de estabelecimentos inspecionados, assim como as inspeções verificadas.

Abrangência da atividade inspetiva 2017- 2018 da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)

A sessão de encerramento contou também com a intervenção do bastonário da Ordem dos Advogados, Guilherme Figueiredo que referiu que “o desafio é saber utilizar as novas tecnologias”. Segundo Guilherme Figueiredo a visão do futuro está assente na robotização e a tendência natural é a perda de algumas profissões em detrimento de outras.

A segunda edição do Labour2030 terminou sexta-feira mas promete voltar em 2021, na cidade do Porto, para juntar diferentes oradores de vários países do mundo para continuar a discutir o futuro do trabalho e das relações laborais.

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