Brexit: Boris Johnson garante que vai respeitar decisão do Supremo Tribunal de Londres

O primeiro-ministro britânico "discorda totalmente da decisão" do Supremo Tribunal de Londres. Ainda assim, garante que a vai respeitar e que o Parlamento "vai retomar" a sessão.

O primeiro-ministro britânico já reagiu à decisão do Supremo Tribunal de Londres que considerou “ilegal” a suspensão do Parlamento britânico, dizendo que “discorda fortemente” do veredicto, mas garante que o vai respeitar.

Discordo completamente da decisão do Supremo Tribunal, mas é um veredicto que iremos respeitar“, disse Boris Johnson, em declarações à Sky News, à margem da Cimeira do Clima que decorre na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Apesar de considerar que a decisão do Supremo “não foi a correta”, o primeiro-ministro assegura que tem confiança no poder judicial, sublinhado que a prorrogação foi usada durante séculos sem este tipo de desafio.”

Após ter sido conhecida a decisão foram várias as vozes da oposição a pedir a demissão do líder conservador, entre eles o líder da oposição Jeremy Corbyn. À saída de uma reunião com empresários em Nova Iorque e referindo-se ao líder do Partido Trabalhista britânico, Boris Johnson defendeu que o Reino Unido deve realizar eleições. “O óbvio a fazer é organizar eleições. Jeremy Corbyn fala a torto e a direito, devia pedir eleições”, disse o primeiro-ministro citado pela agência Lusa.

Questionado se se demitiria ou se teria posto a Rainha Isabel II numa posição delicada ao suspender o parlamento, Boris Johnson recusou responder. Ainda assim, uma fonte de Downing Street garantiu à Sky News, que o primeiro-ministro não se irá demitir. Horas depois o gabinete do primeiro-ministro anunciou que Boris Johnson ai encurtar a estada em Nova Iorque para estar em Londres quando a Câmara dos Comuns retomar os trabalhos.

Durante as declarações desta terça-feira de manhã, o primeiro-ministro britânico acrescentou que “os juízes não excluíram a possibilidade de haver um novo discurso da Rainha Isabel II”, que estava previsto para 14 de outubro, referindo-se à abertura de uma nova sessão parlamentar. Nesse sentido, Boris Johnson garante que Westminster “terá tempo suficiente para discutir o Brexit”.

O líder dos Tories considera que com a decisão do Supremo torna-se mais difícil chegar a um acordo para o Brexit, previsto para 31 de outubro, mas reitera o empenho nas negociações e sublinha que não irá desistir de alcançar um acordo até ao prazo previsto. “O Parlamento tem estado a debater o Brexit há três anos. Agora há uma hipótese de conseguir um acordo e sair a 31 de outubro e é o que vamos fazer”, assegurou.

Os deputados conservadores receberam esta terça-feira de manhã uma mensagem para não comentarem a decisão do Supremo, quer em intervenções públicas, quer nas redes sociais, e a solicitar que compareçam no parlamento nesta quarta e quinta-feira.

Vários críticos acusaram o primeiro-ministro de utilizar esta suspensão para limitar os planos dos deputados para travar uma saída sem acordo. A decisão da suspensão do Parlamento foi tomada pelo primeiro-ministro britânico em finais de agosto e aceite pela Rainha de Inglaterra. O Parlamento irá retomar os trabalhos já esta quarta-feira.

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