Dívidas dos hospitais a fornecedores cresceram 103,1 milhões até agosto

O Governo planeia pagar 445 milhões de euros de dívidas a fornecedores este ano. As injeções de capital já começaram, mas os hospitais estão a acumular pagamentos em atraso.

As dívidas dos hospitais a fornecedores atingiram 586,9 milhões de euros em agosto, aumentando pelo segundo mês seguido, e fixando-se num valor que fica 103,1 milhões de euros acima daquele com que fechou o ano passado. Este agravamento acontece apesar de o Governo ter em curso um plano de redução das dívidas.

Os valores dos pagamentos em atraso dos hospitais foram atualizados esta quinta-feira no Boletim de Execução Orçamental publicado pela Direção-Geral do Orçamento (DGO). O boletim mostrou que o Governo conseguiu um excedente nas contas públicas de 402 milhões de euros em agosto, o que segundo as Finanças foi a primeira vez que aconteceu.

Face aos primeiros oito meses do ano passado, os pagamentos em atraso recuaram 186,1 milhões de euros, mas as dívidas aos hospitais têm crescido desde o final do ano passado, quando se verificou uma correção em baixa. 2018 fechou com dívidas no valor de 483,8 milhões de euros e ao longo dos oito meses de 2019 já houve descidas e subidas.

Só em julho e agosto, observou-se um aumento de 106,5 milhões nas dívidas dos hospitais.

Este agravamento acontece apesar dos reforços de capital que o Governo tem feito no âmbito de um programa para regularizar dívidas. Em maio, o Ministério da Saúde anunciou que parte da dívida dos hospitais — que conta também com uma dívida entre setores — “está a ser saldada desde o início do ano, na sequência de uma injeção de 282 milhões de euros, distribuída ao longo de sete meses”.

Este reforço faz parte do plano a cinco anos que prevê o pagamento de 445 milhões de euros este ano a fornecedores externos dos hospitais EPE que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde.

 

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