Fundo para a internacionalização vai cobrar comissão de, pelo menos, 70 mil euros ao ano

  • ECO
  • 4 Outubro 2019

Proposta de comissão de gestão cobrada pela entidade gestora aprovada em Conselho Geral do Fundo de Fundos para a Internacionalização foi publicada esta sexta-feira em Diário da República.

O Fundo de Fundos para a Internacionalização (FFI) já tem aprovada a forma de financiamento dos seus custos. Em causa está uma comissão de gestão anual mínima de 70 mil euros que é calculada em função do montante global do fundo — neste caso 100 milhões de euros. A proposta já tinha sido aprovada em conselho geral e foi publicada esta sexta-feira em Diário da República. Em causa estão três taxas diferentes à semelhança do que acontece com outros fundos de fundos.

O despacho explica que a comissão de gestão é definida da seguinte forma:

  1. 0,5% ao ano sobre o capital realizado à data no FFI, acrescida de,
  2. 0,5% ao ano sobre o montante acumulado de investimentos realizados pelo FFI acompanhados diretamente pela IFD, e
  3. 0,35% ao ano sobre o montante acumulado de investimentos realizados pelo FFI acompanhados indiretamente pela IFD, por exemplo, noutros fundos de fundos ou veículos de investimento indireto geridos por outras entidades.

A comissão de gestão deverá ser calculada tomando por referência o montante de capital realizado no FFI, deduzido de quaisquer reembolsos de capital, aferido no final de cada trimestre civil”, explica o despacho. “A comissão de gestão deverá ser calculada sobre a média dos valores trimestrais referidos no número anterior, no final do mês seguinte ao trimestre em referência”.

A comissão destina-se a pagar os custos associados à atividade do FFI, sendo que a comissão de remuneração está sujeita a revisão periódica a cada três anos. O despacho produz efeitos a partir da data da assinatura, ou seja, 18 de setembro.

O FFI é um projeto criado pelo Governo que pretende alavancar fundos que, em regime de coinvestimento, com investidores institucionais, públicos e privados, permitam apoiar e desenvolver projetos e iniciativas de internacionalização da economia e das empresas portuguesas.

Ao promover iniciativas de internacionalização de empresas portuguesas, através da aquisição de participações minoritárias ou ativos derivados em fundos que suportem projetos ou acesso a projetos, o FFI pretende contribuir para o aumento do investimento português no estrangeiro, do investimento direto estrangeiro e exportações das empresas nacionais, bem como para a diversificação de mercados de destino das exportações nacionais.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fundo para a internacionalização vai cobrar comissão de, pelo menos, 70 mil euros ao ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião