Portugueses poupam menos de metade do que as famílias europeias

Taxa de poupança das famílias subiu na Zona Euro para máximos de 2009. Em Portugal, está em mínimos de dois anos. Feitas as contas, os portugueses conseguem pôr de lado menos de metade que a média.

Desde a crise que as famílias da Zona Euro não poupavam tanto. No segundo trimestre de 2019, os agregados familiares dos países da moeda única registaram uma taxa de poupança de 13,3%, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. Este é o valor mais elevado desde o último trimestre de 2009, ou seja, atingiu máximos de dez anos. Em Portugal, a realidade é muito diferente e a poupança é de menos de metade.

Em cada 100 euros de rendimento que recebem, as famílias da Zona Euro puseram de lado 13,30 euros, entre julho e setembro deste ano. O montante poupado não desce há seis trimestres seguidos. Portugal contraria, no entanto, a tendência de aumento nas poupanças das famílias da Zona Euro.

Depois de dois trimestres a subir, a taxa de poupança das famílias portuguesas voltou a cair no segundo trimestre do ano, atingindo os 5,9% do rendimento disponível no ano que terminou em junho. É a taxa de poupança mais baixa desde o terceiro trimestre de 2017, há quase dois anos, segundo os dados publicados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística.

Menos de seis euros por cada 100 euros de rendimento foram poupados pelos lares portugueses entre abril e junho. Isto significa que a diferença entre o que os portugueses poupam e o que a média das famílias da Zona Euro poupa é de 7,40 euros, ou seja, menos de metade.

Apesar de pouparem mais, as famílias da Zona Euro estão a investir menos: são apenas nove em cada 100 euros, de acordo com o mesmo relatório do Eurostat. A taxa de investimento dos agregados familiares desceu, assim, para 9% no segundo trimestre, contra 9,2% nos três meses anteriores. A última vez que este indicador esteve acima dos 10% foi em 2008.

Apesar de aumento das poupanças, investimento das famílias cai

Fonte: Eurostat

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