Cristas assume derrota e sai da liderança do CDS

A noite eleitoral já teve a primeira baixa. Assunção Cristas vai convocar um congresso antecipado e anunciou não se recandidatar na próxima corrida à presidência dos centristas.

Assunção Cristas anunciou esta noite que, perante o mau resultado do CDS nas legislativas deste domingo, vai convocar um congresso antecipado e não se vai recandidatar à liderança do partido. As sondagens dão, no máximo, oito deputados ao CDS, abaixo dos atuais 18. Cristas sucedeu a Paulo Portas em março de 2016.

De acordo com as sondagens, o CDS saiu penalizado pelos eleitores, com os centristas a ver o seu grupo parlamentar encolher para três vezes menos.

Numa reação às primeiras projeções dos resultados eleitorais, a centrista Assunção Cristas anunciou que pedirá a “convocação do Conselho Nacional do CDS-PP com vista à realização de um congresso antecipado” e garantiu que não se irá recandidatar face aos resultados desta noite.

De acordo com a projeção citada pela RTP, o CDS terá conquistado entre 3% a 5% (quatro a seis deputados), o mesmo que o PAN. Na sondagem da TVI, o CDS tem 2,9% a 4,9% (três a sete deputados). A sondagem da SIC dá entre 2,4% e 5% (2 a 8 deputados). “Assumimos o resultado com humildade democrática”, disse Assunção Cristas.

"Realço a dignidade de Assunção Cristas. (…) Neste momento, não faço nenhuma especulação a propósito dessa sucessão.”

Nuno Melo

“Gostaria de felicitar o PS e desejar ao António Costa sucesso na condução dos destinos do país”, sublinhou ainda.

Nuno Melo, um dos nomes falados deste sempre como possível sucessor de Cristas, classificou a reação da líder do partido como “expectável e lúcida” perante o “mau resultado” do partido. “Neste momento, realço a dignidade” de Assunção Cristas, diz Melo, considerando que este não é o momento para falar sobre a corrida que se adivinha à liderança do partido centrista. “Neste momento, não faço nenhuma especulação a propósito dessa sucessão”, sublinha.

Cristas lidera o único partido que, durante a atual legislatura, recorreu à moção de censura ao Governo de António Costa. Fê-lo, aliás, mais do que uma vez. Em 2019, pouco tempo antes das eleições europeias de maio, e em 2017 quando Portugal se confrontou com Tancos e com os incêndios. O argumento para esta iniciativa foi sempre o de falha do Estado.

Durante o seu mandato enquanto presidente do CDS, Assunção Cristas conseguiu obter um bom resultado nas eleições autárquicas, na capital. Na capital, em 2017, o CDS teve um resultado histórico, com mais de 20% dos votos.

(Notícia atualizada)

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