Entraram nas urnas 218 mil votos brancos e nulos. Foram mais do que os votos no CDS

O número de votos brancos e nulos cresceu face às últimas legislativas. Totalizaram 218 mil, um valor superior ao conjunto de eleitores que colocou uma cruz no boletim para eleger o CDS.

Nem todos os portugueses que foram às urnas este domingo fizeram uma cruzinha no boletim de voto. Mais de 218 mil pessoas não pousaram a caneta no papel, ou então desenharam tudo menos uma cruz dentro de um dos quadrados. Em conjunto, foram mais os votos em branco e nulos do que os votos no CDS.

Nestas eleições, contaram-se 129.599 votos em branco e 88.539 votos nulos, de acordo com os dados da Comissão Nacional de Eleições. Estes cresceram bastante face às últimas legislativas, em 2015, quando entraram nas urnas 112 mil votos em branco, e 86 mil votos nulos.

Foram votar 5.092.424 eleitores nestas legislativas, de acordo com os dados da CNE. A taxa de abstenção registou assim um novo recorde, ao situar-se nos 45,5%. Mesmo assim, entre aqueles que decidiram ir até à mesa de voto, 218.138 depositaram nas urnas votos brancos e nulos, o que corresponde a 4,28%.

Este é um valor superior ao obtido pelo CDS, de 4,25%, que conseguiu 216.448 votos. É preciso recuar a 1991, para encontrar um resultado igualmente baixo (5 deputados eleitos). Um desempenho que levou a líder centrista, Assunção Cristas a convocar um congresso antecipado e anunciar que não se recandidata à presidência do partido do Caldas.

O número de brancos e nulos fica também acima do total dos três partidos que conseguiram pela primeira vez eleger um deputado. Iniciativa Liberal, Livre e Chega alcançaram, juntos, 187.643 votos.

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