Tensão entre China e EUA aumenta. Wall Street cai 1%

Os EUA adicionaram mais uma série de empresas chinesas à lista negra, uma medida que poderá ameaçar as negociações com a China marcadas para esta semana. Investidores voltam a "fugir" das ações.

Wall Street está a prolongar as perdas da sessão desta segunda-feira. As negociações continuam condicionadas pela incerteza em torno das questões comerciais, numa altura em que os investidores aguardam o início de mais uma ronda negocial entre EUA e China, marcado para esta quinta-feira, havendo pouca esperança de um desfecho positivo para o comércio global.

Tanto o S&P 500 como o industrial Dow Jones perdem mais de 1%. Os índices estão a ser penalizados pela Boeing, numa altura em que a fabricante desvaloriza 1,38%, para 371,35 dólares, pressionada pela notícia de que a China está a ponderar retaliar contra a decisão dos EUA de colocar mais uma série de empresas tecnológicas na lista negra, por alegadas “violações aos direitos humanos” por via da opressão a minorias muçulmanas.

Evolução das ações da Boeing em Nova Iorque

Em simultâneo, o tecnológico Nasdaq abriu a perder 0,77%, para 7.895,41 pontos, num dia em que a Apple recua 0,27%. Cada título da fabricante do iPhone está a cotar em 226,44.

Uma outra notícia também está a retirar esperança aos investidores. Segundo a Reuters, o Presidente Donald Trump estará a estudar a possibilidade de iniciar discussões para restringir os fluxos de capitais para a China. Soma-se a isso as perspetivas pouco animadoras para a próxima temporada de apresentações de resultados, que arranca já na semana que vem.

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