Mais de sete em cada dez trabalhadores consultam o email fora do horário de trabalho

  • Fátima Castro
  • 10 Outubro 2019

"Trabalhar fora do horário laboral com muita frequência não permite que os colaboradores aproveitem a vida pessoal", alerta a Hays.

Mais de sete em cada dez profissionais verificam o email fora do horário de trabalho. Isto poderá afetar o bem-estar dos trabalhadores, caso eles sintam que não conseguem separar-se a vida pessoal da profissional, após a hora laboral. As conclusões são de um inquérito global realizado por especialistas da Hays.

A Hays, questionou recentemente mais de 2.700 pessoas de todo o mundo para perceber se leem os emails de trabalho fora do horário laboral e quais são as razões para fazê-lo. Dos 73% que afirmaram que verificam os seus emails, 54% confirmaram que era para manter o controlo dos seus projetos, enquanto 34% comentaram que queriam disponibilizar-se caso fosse necessário.

No mesmo estudo, 19% afirmaram ter dificuldade em desligar-se do trabalho e outros 19% disseram que era esperado que eles o fizessem.

A Hays questionou também com que frequência verificavam os emails fora do trabalho e 67% dos inquiridos afirmaram que verificavam uma ou duas vezes por fim de tarde e 22% afirmaram verificar constantemente os emails.

“Trabalhar fora do horário laboral com muita frequência não permite que os colaboradores aproveitem a vida pessoal. Se não conseguirem o equilíbrio certo entre a vida profissional e pessoal, isso pode levar a que os colaboradores se sintam cansados e menos relaxados, o que conduzir ao burnout. É importante que os empregadores ajudem a sua força de trabalho a alcançar um relacionamento mais positivo, equilibrado e saudável com o trabalho”, explica Sandra Henke, group head of people & culture, da Hays, citada em comunicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou recentemente o burnout como um diagnóstico médico legítimo – é uma perturbação psicológica causada pelo stress devido ao excesso de trabalho. De acordo com o manual da organização, os sintomas podem incluir sensação de esgotamento ou falta de energia, sentimentos negativos relacionados com trabalho e ainda, pouca eficácia. Segundo a OMS, uma em cada quatro pessoas no mundo será afetada por distúrbios mentais ou neurológicos em algum momento na sua vida.

Alistair Cox, CEO da Hays, aconselha os líderes de negócios. “Às vezes é inevitável, pois terá de trabalhar até mais tarde ou até mesmo no fim de semana. Mas como líder, não deve definir essa expectativa da sua equipa por meio das suas ações. Por exemplo, se trabalhar até tarde, tente agendar os seus emails para serem enviados durante o horário laboral, se possível. Isso limitará o risco dos colaboradores se sentirem obrigados a responder ou trabalhar durante o tempo pessoal. ”

 

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