O trabalho remoto pode torná-lo um melhor comunicador?

A tecnologia veio mudar o trabalho convencional, dando a possibilidade de trabalhar fora do escritório e ter mais flexibilidade. Esta nova forma de trabalhar gera solidão ou pode ajudá-lo a comunicar?

Estima-se que, a nível global, cerca de 70% dos trabalhadores já tenham adotado o trabalho remoto, ou seja, não estão fisicamente no local de trabalho. Com a ajuda da tecnologia, o dia de trabalho mudou e, claro, os hábitos e as relações laborais também sofreram alterações. A flexibilidade e uma maior conciliação entre a vida pessoal e profissional são, cada vez mais, uma exigência dos trabalhadores.

Há quem defenda que o trabalho remoto pode aumentar o isolamento e levar à solidão. Por outro lado, o trabalho remoto implica que esteja sempre conectado aos seus colegas e à chefia, em qualquer parte do mundo, por isso existem especialistas que defendem que também poderá ajudá-lo a tornar-se um melhor comunicador.

A revista norte-americana de tecnologia Fast Company apresenta algumas razões que fazem com que o trabalho remoto contribua para o tornar um comunicador mais habilidoso.

  • “Back to basics”

Segundo a publicação, o trabalho remoto vai obrigá-lo a ser mais proativo para comunicar com os colegas e com a chefia e manter-se a par de todas as tarefas que tem de fazer. Os telefonemas poderão ser mais longos e, por isso, podem dar-lhe a oportunidade de conhecer um pouco melhor os seus colegas, melhorando a relação profissional e desenvolvendo as suas capacidades de comunicação. É possível até que comunique mais do que dentro do escritório, defendem.

  • Assertividade e Clareza

Se não está presente no escritório, significa que não poderá comunicar com a linguagem corporal. Assim, será obrigado a melhorar a linguagem verbal e a comunicar com clareza. Também tem de ser assertivo, para que os seus colegas e chefia consigam perceber os seus objetivos e necessidades, e assim tornar-se um membro eficiente da equipa.

  • Necessidade de comunicar mais

Além da assertividade e da clareza, o trabalho remoto vai forçá-lo a comunicar mais, para que não se sinta perdido do ritmo natural do trabalho que acontece no escritório. Esta necessidade de comunicar mais, dar e pedir feedback mais frequentemente, vai fazer com que saia mais vezes da zona de conforto, melhorando a sua comunicação.

  • Desenvolvimento da autoconfiança

Sendo um trabalhador remoto, a comunicação será feita na maioria através de telefonemas, por isso deverá garantir que a sua voz transmite confiança e presença.

  • Tirar proveito da tecnologia

Aplicações como o Slack têm ajudado os trabalhadores a manter-se conectados um pouco por todo o mundo. Para quem trabalha remotamente, estas ferramentas podem ser a ajuda perfeita para incluir na equipa os trabalhadores que não estão fisicamente no escritório. Interagir e trocar ideias com os colegas nestas aplicações vai ajudá-lo a melhorar a sua capacidade de comunicação.

  • Capacidade de entender os colegas pelo tom de voz…e conhecê-los melhor

Quando trabalha fora do escritório é provável que telefone mais vezes aos colegas e chefia, para se manter atualizado sobre as tarefas, para dar e receber feedback do trabalho. Quanto mais vezes falar com os seus colegas, mais capacidade vai desenvolver para entender as emoções de cada um, através do tom de voz. Utilize essa capacidade a seu favor e aproveite para desenvolver melhores relações laborais e a sua capacidade de comunicação.

O trabalho remoto é um dos grandes fatores quando se pensa no “trabalho do futuro”. Esta possibilidade permite ter mais flexibilidade e conciliar a vida pessoal e profissional, que é hoje uma das maiores preocupações dos trabalhadores.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

O trabalho remoto pode torná-lo um melhor comunicador?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião