Revista de imprensa internacional

Uma resolução para as negociações para o Brexit continua sem estar à vista. Na Renault, começa agora a procura por um novo CEO.

Uma resolução para as negociações para o Brexit continua sem estar à vista, numa altura em que se aproxima a data de saída do Reino Unido da União Europeia. Na Renault, começa agora a procura por um novo CEO, depois da saída de Thierry Bolloré. Pela Catalunha, independentistas foram condenados a penas de prisão de entre nove a 13 anos. Veja estas e outras notícias que marcam a atualidade internacional.

The Guardian

Negociações para Brexit falham. Acordo atempado parece “impossível”

Depois de um fim de semana de intensas conversações, ainda não se concretizou um avanço nas negociações do Brexit sendo que agora pode ser impossível para o Reino Unido deixar a UE até 31 de outubro com um acordo. A questão da fronteira irlandesa continua a ser o principal impasse. Um diplomata sénior da UE alertou que se o Reino Unido quiser um novo conceito de alfândega para a Irlanda do Norte, um acordo é “impossível” até o final de outubro, em declarações ao The Guardian.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Les Echos

Arranca corrida para liderança da Renault

A corrida para substituir Thierry Bolloré como CEO da Renault está agora oficialmente aberta. Vários número dois que eram considerados possíveis sucessores de Carlos Ghosn já deixaram o grupo, mas mesmo assim o sucessor na liderança ainda poderá ser interno. Clotilde Delbos, que está a atuar como líder interina durante esta busca, estará entre os candidatos a audição, apesar de não ser especialista em automóveis.

Leia a notícia completa no Les Echos (acesso livre, conteúdo em francês).

El Mundo

Supremo condena independentistas catalães a penas de prisão entre nove e 13 anos

O Supremo Tribunal espanhol condenou nove líderes do movimento independentista catalão a penas até aos 13 anos de prisão. O antigo vice-presidente do executivo regional da Catalunha Oriol Junqueras recebeu a sentença mais rígida, de 13 anos, enquanto outros oito ativistas receberam penas entre nove e 12 anos pelo papel na tentativa da região de obter a independência, que envolveu um referendo ilegal, em 2017.

Leia a notícia completa no El Mundo (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Bloomberg

CEO da Boeing deixa presidência para se focar no 737 Max

O conselho da Boeing removeu Dennis Muilenburg do cargo de diretor executivo, sete meses depois de os voos com o 737 Max terem sido suspensos, devido a uma sequência de acidentes que envolveram este modelo de avião. O objetivo da mudança é permitir que Muilenburg se foque em voltar a colocar o jato mais vendido da Boeing em serviço. O diretor David Calhoun será agora o presidente não executivo da fabricante.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso pago, conteúdo em inglês).

NHK

Tufão no Japão causa 43 mortes

Pelo menos 43 pessoas morreram e 200 ficaram feridas no Japão, após a passagem do tufão Hagibis. Mais de 110 mil membros de equipas de socorro continuam as operações de busca e resgate, de acordo com a emissora pública nipónica NHK. Está prevista chuva para esta segunda-feira nas áreas afetadas, especialmente à noite, o que deverá dificultar os esforços de resgate. As autoridades alertaram a população para proceder com cautela, principalmente nas zonas próximas de rios.

Leia a notícia completa na NHK (acesso livre, conteúdo em inglês).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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