Lisboa vai ter mais autocarros, bicicletas e parques de estacionamento. Mas também vêm aí mais multas

Habitação e mobilidade são as duas prioridades da autarquia de Fernando Medina para 2020. Haverá mais autocarros, mais bicicletas Gira, mas também mais penalizações para os incumpridores.

A habitação e a mobilidade são as duas principais prioridades definidas pela Câmara de Lisboa (CML) para o próximo ano. Entre as principais medidas que a autarquia pretende implementar na mobilidade destacam-se o reforço da oferta de autocarros, mais bicicletas Gira, reabilitação de estradas e mais lugares de estacionamento. Mas também haverá mais penalizações para os incumpridores das regras.

“Mantém-se como prioritário o investimento na mobilidade”, refere o orçamento da autarquia para o próximo ano, apresentado esta quarta-feira, que prevê um investimento de 72 milhões de euros neste ponto. Aqui, a CML vai apostar nos transportes públicos através de um investimento de 33,1 milhões de euros na Carris em 2020. Este montante vai permitir, entre outros pontos, dar resposta ao aumento da procura, melhorar a qualidade e frequência dos transportes, alargar a oferta nos dias úteis, fins de semana e noites, prolongando horários e carreiras e lançar novas carreiras de bairro.

Na cidade de Lisboa haverá um aumento de 40% nos transportes públicos, para um total de 693 autocarros já no próximo ano. Haverá ainda mais carreiras de bairro e novas faixas de BUS, num total de 21 em 2020, assim como os lugares de estacionamento ordenado: este ano nasceram novos 17.685 lugares e para o ano vão nascer mais 10.000.

Haverá mais fiscalização e penalização para os condutores que interrompam os corredores BUS, que efetuem cargas e descargas fora das horas e locais autorizados e que estacionem em segunda fila ou de forma incorreta. “Vamos aumentar a nossa eficiência e eficácia nesta matéria. Com o número de efetivos que temos, cada vez mais formados, vamos fazer crescer a EMEL”, explicou o vice-presidente da CML, João Paulo Saraiva.

Serão investidos 21,9 milhões de euros nas ciclovias no próximo ano e 13,3 milhões de euros na reabilitação de pavimentos e acessibilidade pedonal. Para os que são adeptos das bicicletas, a autarquia vai trazer para as ruas mais 960 bicicletas Gira em 60 novas estações.

E porque o objetivo da autarquia é tornar Lisboa uma cidade mais sustentável, haverá investimentos em vários projetos e equipamentos públicos. Para criar novas praças, nomeadamente na Praça de Espanha, no Largo Conde Barão, na Praça da Alegria e em Sete Rios, serão investidos 58 milhões de euros, enquanto a nova Feira Popular vai custar 2,5 milhões de euros. A Doca da Marinha, na zona ribeirinha, vai custar à autarquia 12,4 milhões.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Lisboa vai ter mais autocarros, bicicletas e parques de estacionamento. Mas também vêm aí mais multas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião