5G: Dense Air pretende fazer “investimento significativo” em Portugal

  • Lusa
  • 17 Outubro 2019

O grupo que opera na área do 5G pretende fazer um "investimento significativo" em Portugal, na ordem dos "nove dígitos", mas escusou-se a avançar valores.

O presidente executivo da Dense Air, Paul Senior, disse esta quinta-feira à Lusa que o grupo pretende fazer um “investimento significativo” em Portugal, na ordem dos “nove dígitos”, mas escusou-se a avançar valores.

“Não queremos especular um número, o nosso plano [de investimento] é provavelmente de nove dígitos”, afirmou à Lusa, quando questionado sobre o montante que pretende investir em Portugal.

“Mas depende de muitos fatores”, salientou, apontando que será “um investimento significativo” no mercado português.

A Dense Air Portugal, operadora que fornece serviços de extensão e densificação de redes móveis, tem uma licença da faixa 3,5 Gigahertz (GHz), obtida em 2010, a qual é necessária para o desenvolvimento da quinta geração móvel (5G).

O grupo Dense Air, que detém a subsidiária portuguesa, é detido pelo Softbank, multinacional nipónica.

“O primeiro objetivo é que a Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] reforme a faixa. Assim que estiver claro começaremos de imediato” a construir a equipa e a implementar as soluções, afirmou.

A faixa de 3,5GHz terá de ser reconfigurada, de forma a poder alocar os operadores.

O presidente executivo da Dense Air garantiu que a empresa vai reforçar a equipa em Portugal, adiantando ainda que o seu modelo de negócio assenta também muito na subcontratação [‘outsourcing’].

“Temos um grande negócio”, afirmou, salientando estar otimista quando ao desenvolvimento do 5G em Portugal.

Considerou que há um atraso no 5G em Portugal, mas que o país não está em pior lugar, mas antes “no meio”.

Queremos começar o mais rapidamente possível, mas outras coisas têm de acontecer primeiro”, concluiu.

O modelo de negócio da Dense Air Portugal assenta na cobertura de rede dentro de edifícios, nomeadamente para o 5G.

Os clientes da Dense Air Portugal serão os operadores de telecomunicações.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

5G: Dense Air pretende fazer “investimento significativo” em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião