Media Capital considera que OPA da Cofina é “oportuna”. Contrapartida é “adequada”

O Conselho de Administração da Media Capital considera que a oferta da Cofina "é oportuna". Contrapartida é "adequada", mas poderia ser um pouco melhor.

A Cofina lançou uma OPA sobre a dona da TVI, num negócio global de 255 milhões de euros. A oferta foi registada na CMVM, tendo o Conselho de Administração da Media Capital de se pronunciar sobre a operação. Já o fez. Considera que a oferta da empresa liderada por Paulo Fernandes “é oportuna” e que a contrapartida é “adequada”, mas poderia ser um pouco melhor.

“O Conselho de Administração considera que a Oferta não é inoportuna, na medida em que, no seu entender, não afeta o normal desenvolvimento da Media Capital”, diz a empresa que detém a TVI, entre outros meios de comunicação, que nas conclusões abandona a expressão “não é inoportuna” para a classificar como “oportuna”.

Uma das explicações para esta recomendação positiva à OPA da Cofina recai sobre o plano estratégico apresentado pela dona do Correio da Manhã. “O Conselho de Administração considera positiva a estratégia apresentada na medida em que prevê designadamente, potenciar o investimento na expansão digital, o lançamento de serviços inovadores e a promoção e desenvolvimento de conteúdos produzidos em Portugal, mantendo-se como um ativo com identidade portuguesa”, nota em comunicado enviado à CMVM.

Vai mais longe, afirmando que “está confiante de que a entrada da oferente no capital social do Grupo Media Capital terá um impacto positivo para as estruturas dos trabalhadores na medida em que a se integrará numa estratégia de consolidação dos media no plano global, mantendo-se no essencial a atividade das sociedades que com a Sociedade Visada estão em relação de domínio ou grupo”.

Contrapartida? Se for revista em alta, melhor

A Media Capital mostra-se satisfeita com a OPA, nos termos da estratégia pretendida pela Cofina para a dona da TVI, tendo esta posição sido votada de forma unânime. Relativamente ao preço, classifica-o como “adequado”, embora reconheça que se o auditor independente a determinar pela CMVM apontar para um valor superior, melhor.

“A contrapartida da oferta de acordo com o anúncio preliminar é de 2,3336 euros por ação, correspondendo ao preço médio, ponderado pelo volume, das ações no mercado regulamentado Euronext Lisbon, nos seis meses imediatamente anteriores à divulgação do anúncio preliminar”. Já “o preço de cada ação previsto no Contrato de Compra e Venda é de 2,1322 euros”.

A Media Capital considera a contrapartida como ” adequada”, mas “reservar-se-á para o futuro a pronúncia sobre uma contrapartida mínima que venha a ser determinada por auditor independente, caso esta venha a divergir das contrapartidas referidas”. Salienta que “entende como adequado um eventual aumento ou revisão em alta da contrapartida“.

(Notícia atualizada às 18h42 com mais informação)

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