Bancos antecipam mais procura por crédito ao consumo até final do ano

Inquérito aos bancos do Banco de Portugal antecipa um ligeiro aumento da procura de crédito para consumo no último trimestre do ano. Para compra de casa em empresas não prevê alterações.

O final do ano deverá ser marcado por um aumento da procura de crédito para consumo por parte das famílias. Este é o cenário antecipado pelo mais recente inquérito aos bancos realizado pelo Banco de Portugal, para um período tradicionalmente dedicado às compras da quadra natalícia. Para as restantes finalidades de empréstimos — habitação e empresas — não são esperadas alterações na procura.

“As instituições antecipam um ligeiro aumento na procura de crédito para consumo e outros fins”, referem as conclusões do inquérito da entidade liderada por Carlos Costa que incidiu sobre cinco bancos portugueses, que preveem ainda que “para o quarto trimestre do ano as instituições não antecipam alterações relevantes na procura de empréstimos no segmento das empresas e dos particulares para aquisição de habitação“.

O aumento da procura perspetivado pelos bancos para o último trimestre do ano coincide com o período em que muitas famílias se dedicam às compras natalícias, optando muitas vezes por as financiar pela via do crédito ao consumo. Acontece ainda após um trimestre em que a concessão de crédito ao consumo travou, resultado da quebra nas vendas de carros.

O cenário previsto para a procura de crédito no último trimestre do ano representa uma alteração de tendência face ao verificado no terceiro trimestre. Este foi marcado pela procura de crédito para aquisição de habitação que “aumentou ligeiramente”, segundo a entidade liderada por Carlos Costa, e que “manteve-se praticamente inalterada” no que respeita ao crédito ao consumo e outros fins. No caso das empresas, a procura de crédito “manteve-se globalmente inalterada”.

Já ao nível da oferta, o terceiro trimestre do ano também foi marcado por uma estabilização, com esta a permanecer “praticamente inalterada”, com o Banco de Portugal a destacar apenas “spreads ligeiramente menos restritivos nos empréstimos de risco médio concedidos a empresas“.

Para o último trimestre do ano não são antecipadas pelos bancos inquiridos alterações ao nível da oferta, independentemente de se tratar de financiamento para empresas, crédito para consumo ou habitação.

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