Caixa espera aumentos de 2% nas comissões este ano

Paulo Macedo desvaloriza as críticas a apontar para um disparo das comissões bancárias na Caixa, dizendo antecipar, para este ano, uma subida de 2% na globalidade desses encargos.

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), desvaloriza as críticas a apontar para um disparo das comissões bancárias no banco público. O CEO do banco público antecipa ainda para este ano um aumento de “2% ou pouco mais” neste tipo de encargos, lembrando que para a maioria dos clientes as comissões mantêm-se inalteradas.

“A Caixa mantém para o ano que vem mais de 90% das suas comissões inalteradas. A Caixa mantém no MB Way mais de dois milhões de pessoas isentas, a Caixa mantém mais de 350 mil reformados totalmente isentos”, começou por explicar Paulo Macedo aos jornalistas à margem da conferência “Banca do Futuro”, organizada nesta terça-feira pelo Jornal de Negócios.

Neste contexto, Paulo Macedo contabilizou ainda que o banco público “até ao semestre teve cerca de menos de 1% de aumento das suas comissões globais” e disse ainda esperar que “até ao final do ano esse valor possa oscilar entre 2% ou pouco mais”.

Relativamente às críticas que a CGD tem sido alvo devido ao aumento das comissões bancárias prevista para o próximo ano, Paulo Macedo lembra que “nunca os custos financeiros, quer para os particulares quer para as empresas, foram tão baixos“.

“Não é uma questão subjetiva. Os custos financeiros para as empresas não só estão mais baixos porque as empresas estão menos endividadas, mas sobretudo porque o fazem a taxas muitíssimo mais reduzidas do que no passado”, contextualiza. Paulo Macedo defende o mesmo no que respeita às famílias. “Independentemente das que não estão isentes ficarem sujeitas a comissões pelos serviços que recebem, o que as pessoas sabem é que nunca quem tem uma casa e um crédito a um banco, pagou tão pouco como hoje”, considera, lembrando o atual cenário de taxas de juro historicamente baixa na Europa.

E para Paulo Macedo não está em causa uma situação conjuntural no que respeita aos juros. “Quando estamos a falar de taxas mais baixas a cinco anos não estamos a falar propriamente de uma conjuntura”, concluiu.

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