Portugueses gostam de carros elétricos. Mais de metade quer comprar um

Quase nove em cada dez portugueses têm uma atitude positiva em relação aos carros elétricos, sendo que 51% dos condutores dizem querem comprar um veículo elétrico quando trocarem de automóvel.

Carros há muitos, com motores para todos os gostos. Se até há bem pouco tempo os diesel eram a “paixão” dos portugueses, nos últimos anos a preferência tem recaído nos a gasolina, mas muito nos híbridos. Os elétricos têm boa cotação junto dos consumidores. Tanta que mais de metade admite que na próxima troca de automóvel poderá optar por um destes veículos com zero emissões. O problema continua a ser, contudo, o preço elevado.

Os condutores portugueses são os mais positivos em relação à mudança para carros elétricos, seguidos dos turcos e dos gregos. Segundo o ranking Mobilility Monitor 2019, da LeasePlan, empresa de comércio e aluguer de automóveis, em conjunto com a Ipsos, especializada em estudos de mercado, 87% dos portugueses têm uma atitude positiva quanto à mudança para veículos elétricos. Por outro lado, entre os 16 países em estudo, os luxemburgueses são os mais recetivos, sendo que apenas 25% dos inquiridos têm uma atitude positiva no que toca a este assunto.

Mais de metade dos portugueses (51%) afirmam que têm intenção de comprar um carro elétrico na compra do próximo veículo, apenas ultrapassados pela Turquia (57%) e pela Grécia (53%). Portugal está, deste modo, bem à frente de países, como os Estados Unidos da América (28%), Reino Unido (26%) e Dinamarca (22%).

Entre as razões apontadas para a aposta nos carros elétricos, a larga maioria dos entrevistados destaca as menores emissões de dióxido de carbono (70% dos portugueses) e os baixos custos de funcionamento (66%). Ainda assim, os portugueses revelam que o preço de compra (68%), as possibilidades de carregamento insuficientes (53%) e a autonomia (67%), como os maiores entraves à compra de veículos elétricos.

Estes fatores demonstram que apesar de existir uma maior procura e disponibilidade para adquirir veículos não poluentes, as infraestruturas destinadas ao carregamento destes veículos não acompanham a evolução. “Precisamos melhorar esta situação agora. A Comissão Europeia, juntamente com os governos nacionais e as autoridades locais, deve intensificar e agir de acordo com a procura dos cidadãos pela mobilidade de zero emissões, investindo numa infraestrutura de carregamento pan-europeia abrangente”, sublinha o CEO da LeasePlan, Tex Gunning, em comunicado.

Para Tex Gunning apenas “através de ações coletivas, decisivas e oportunas” será possível combater as alterações climáticas e a qualidade do ar das cidades.

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