Hong Kong luta contra a especulação imobiliária. Vai construir casas em terrenos de privados

Hong Kong vai pôr em prática várias medidas para da resposta à falta de habitação. Construir em terrenos privados e facilitar as hipotecas para quem compra a primeira casa são algumas delas.

É um dos países que mais sofre com a especulação imobiliária, apresentando uma reduzida oferta a preços bastante elevados. Para dar resposta a este problema, o Governo de Hong Kong tem lançado várias medidas, como a criação de ilhas artificiais, mas não só. O Executivo quer ir além disso e vai mesmo envolver os proprietários privados.

A chefe do executivo, Carrie Lam, anunciou um pacote de novas medidas para combater a dificuldade do acesso à habitação, entre elas a apropriação de terrenos de proprietários privados para a construção de habitações públicas, avança o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês). A ideia é “apreender” 700 hectares de terrenos a longo prazo, compensando os proprietários.

Mas também estão pensadas medidas para quem vai comprar a primeira casa. O Governo vai facilitar as exigências pedidas no crédito à habitação para quem está a comprar a primeira habitação com recurso a financiamento bancário. Aqui, os bancos vão poder emprestar até 90% do valor da casa até um máximo de um milhão de dólares, o dobro dos 500 mil dólares definidos anteriormente.

Estas medidas para tentar travar a especulação imobiliária juntam-se a uma outra já conhecida, a de construir a maior ilha artificial do mundo, num investimento de 70 mil milhões de euros. O objetivo é ganhar 1.000 hectares ao mar perto de Lantau, a maior ilha de Hong Kong, onde se situa o aeroporto internacional.

De acordo com uma análise do UBS sobre as bolhas imobiliárias em todo o mundo, Hong Kong está entre as cidades com maior risco. O preço médio das casas aumentou para quase 21 vezes mais o rendimento das famílias.

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