Farfetch escolhe sete startups para 3.º Dream Assembly

Programa de aceleração recebe sete startups na 3.ª edição do Dream Assembly. Portuguesa Sprinkode é a única portuguesa a integrar o programa.

A Farfetch escolheu sete startups com soluções na área do futuro da moda para integrarem a terceira edição do Dream Assembly, o programa de aceleração da tecnológica fundada pelo português José Neves.

Mais uma vez, empresa tem como parceira no programa a Burberry. Lançado em abril de 2018, o Dream Assembly já ajudou a acelerar 19 projetos. Nesta terceira edição, a empresa escolheu as startups BECOCO, Brandpoint Analytics, Change of Paradigm, Inline Digital, Mirow, Personify XP e a portuguesa Springkode para integrarem o programa.

O programa de sete semanas inclui workshops, sessões individuais com líderes seniores da Farfetch e das empresas parceiras, e reuniões de mentoria sobre tópicos como e-commerce, marketing, tecnologia, moda, logística e operações. A iniciativa, que arranca ainda neste mês de outubro, termina com um demo day — dia de apresentação a potenciais investidores — em Londres.

No programa inaugural, a Farfetch recebeu 11 startups de base tecnológica, provenientes de nove países diferentes. A segunda edição focou-se na sustentabilidade, e escolheu oito startups em fase inicial, com fins lucrativos, e com projetos com benefícios sociais ou ambientais, em áreas como a doação de bens, revenda, aluguer e manufatura.

“A mentoria e a visão da Burberry em cada programa tem sido de um valor inestimável, e estamos ansiosos por receber este novo grupo de empresas. Temos visto passar pela Dream Assembly startups incríveis e tem sido fantástico poder apoiar a próxima geração de empresas tecnológicas dedicadas a moldar o futuro do e-commerce”, explica Stephanie Phair, Chief Customer Officer da Farfetch, citada em comunicado.

Para Cipriano Sousa, CTO da Farfetch, a terceira edição do programa é motivo de orgulho por “tudo o que conseguimos em tão pouco tempo, dando de volta à comunidade, partilhando conhecimento, e ajudando startups promissoras a escalar e a criar negócios mais sólidos”.

Conheça melhor as startups escolhidas:

  • BECOCO (UK) – plataforma baseada em inteligência artificial ao serviço de retalhistas. Através de uma abordagem que combina machine learning, styling de moda e comportamento do consumidor, esta solução oferece uma forma inovadora de prever quais os produtos que os consumidores mais gostam e que, por isso, não deverão devolver. A tecnologia da BECOCO pode ser disponibilizada tanto a consumidores como a stylists, online ou in-store, aumentando os níveis de conversão através de múltiplos canais.
  • Brandpoint Analytics (US) – através das tecnologias blockchain e inteligência artificial, esta startup ajuda os retalhistas a recuperar uma parte dos quatro mil milhões de dólares perdidos perdidos anualmente em descontos. A solução da Brandpoint Analytics permite aos consumidores trocarem os seus dados por ajustamentos de preços, ajudando os retalhistas a eliminar os descontos, a aumentar as vendas, e a atingir uma maior transparência na cadeia de abastecimento.
  • Change of Paradigm (France) cria simulações 3D CGI, produz conteúdo e desenvolve aplicações de digital commerce e X-Reality (AR, VR, MR) para a indústria da moda. O objetivo é ajudar os parceiros de negócio (marcas, retalhistas, etailers) a atrair e reter clientes millennials e da Geração Z, através de conteúdo alinhado com as suas referências culturais e de experiências de utilizador únicas, interativas e imersivas, de forma a aumentar as taxas de conversão e o ROI. Esta start-up acredita que o 3D CGI oferece possibilidades criativas ilimitadas e oportunidades únicas para desenvolver novas funcionalidades, bem como novas formas de consumo de moda nas plataformas digitais.
  • Inline Digital (US)está a construir um ecossistema de vendas baseado na cloud. Trata-se de uma ferramenta de gestão de vendas, construída para otimizar os ciclos de vendas e oferecer análise de dados em tempo real. Marcas e retalhistas podem simplificar e centralizar as suas operações, digitalizando os produtos, organizando dados dos clientes, e automatizando as tarefas manuais que, por norma, geram mais erros.
  • Mirow (US) – oferece um serviço de espelhos inteligentes para a indústria da moda, que melhora a qualidade do atendimento, gera mais vendas e recolhe de forma única os dados dos consumidores.
  • Personify XP (UK) pioneira na conversão dos dados de consumidores anónimos usando machine learning e inteligência artificial. Recorrendo aos dados de cada visitante, é possível automatizar 40+ experiências de consumidor em tempo real. A Personify XP recebeu da Gartner o prémio ‘Cool Vendor‘ em maio de 2019. Esta start-up é capaz de fornecer diariamente milhões de interações comportamentais em tempo real para empresas como Pentland Brands, Lovehoney, Hawes & Curtis, Figleaves e Vitabiotics, permitindo um aumento das receitas de até 30%.
  • Sprinkode (Portugal) é um marketplace de moda que oferece coleções cápsula exclusivas e de alta qualidade, feitas por alguns dos melhores produtores têxteis do mundo, utilizando tecidos que, de outro modo, ficariam em deadstock e eventualmente acabariam como desperdício.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Farfetch escolhe sete startups para 3.º Dream Assembly

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião