Cecília Meireles: “O CDS é um partido habituado a resistir em tempos difíceis”

Cecília Meireles é a nova líder parlamentar de um CDS reduzido a um quarto do tamanho, mas diz que os deputados vão trabalhar para valer por muitos. Grupo de apoio vai ter de encolher, admite.

Depois do mau resultado alcançado nas eleições de 06 de outubro, que resultou numa redução de 18 para cinco deputados eleitos para o Parlamento e a saída da líder do partido, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles foi escolhida para liderar o partido no Parlamento e diz que os deputados centristas não vão baixar os braços.

“Somos um partido habituado a resistir em tempos difíceis e, agora que temos um grupo parlamentar com apenas cinco deputados, faremos todos os dias o trabalho, o esforço e vamos arregaçar as mangas para que cada um desses deputados valha por muitos”, disse a nova líder parlamentar do CDS, que sucede a Nuno Magalhães no cargo, um dos deputados que não foi eleito.

Cecília Meireles diz que foi eleita com os cinco votos dos cinco deputados — que a inclui –, mas também que foi a única candidatura depois de uma conversa entre o grupo.

“Um bom político é aquele que está aqui para cumprir um dever. Naturalmente que esta fase tem dificuldades, mas não só temos a obrigação de as assumir, como sinto-me honrada por terem confiado em mim para liderar o grupo parlamentar”, disse.

Cecília Meireles admitiu também que o posto pode ser temporário, uma vez que o partido “está numa fase de transição” e terá um congresso para eleger uma nova liderança, que pode querer escolher uma nova liderança para a bancada.

Questionada sobre notícias na comunicação social sobre uma redução de custos no partido, com o despedimento de colaboradores e encerramento de instalações, a deputada disse que apenas se podia pronunciar sobre o grupo parlamentar e, nesse sentido, admitiu que não poderá continuar a ter o mesmo número de trabalhadores no grupo de apoio, uma vez que a estrutura também foi reduzida de forma significativa.

“Estamos num processo de formação de um grupo de apoio que é de um grupo parlamentar de cinco deputados e não de um grupo parlamentar de 18 deputados. Há muitas pessoas, que são profissionais competentíssimos, cujo trabalho admiro muito, de quem eu gosto muito, com quem não poderei contar, sim. Tenho muita pena, mas as pessoas sabem”, disse.

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