Banco do BCP na Polónia surpreende com lucros de 46,6 milhões no terceiro trimestre

Os resultados da unidade polaca do BCP continuam a ser pressionados pela fusão do Euro Bank, bem como pelo processo de reconversão de créditos. Ainda assim, o crescimento da margem financeira ajudou.

O Bank Millennium lucrou 46,6 milhões de euros no terceiro trimestre do ano. O montante ficou praticamente inalterado face ao período homólogo, graças à subida da margem financeira já que os resultados da unidade polaca do BCP estão a ser pressionados, desde o início do ano, pelos custos da fusão com o Euro Bank.

O resultado líquido fixou-se em 200 milhões de zlótis (46,6 milhões de euros) no terceiro trimestre, uma quebra marginal face aos 200,2 milhões de zlótis registados no período homólogo. A diminuição foi, assim, menor que o esperado, sendo que as estimativas dos analistas consultados pela agência Reuters apontavam para uma diminuição superior a 10% para 179 milhões de zlótis.

Os proveitos operacionais aumentaram 25%, em termos homólogos, dos quais 12,3% são referentes a crescimento orgânico por parte do Bank Millennium. Já a margem financeira aumentou 30%, em termos homólogos (13%, excluindo o Euro Bank). Por outro lado, os custos operacionais subiram também 30% (excluindo o custos de integração seriam 24%).

Nos primeiros nove meses do ano, o Bank Millennium atingiu lucros de 534 milhões de zlótis (124,3 milhões de euros), apesar do impacto líquido de custos e provisões relacionados com a aquisição do Euro Bank de 124 milhões de zlótis (28,9 milhões de euros), de acordo com dados comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As contas do Bank Millennium eram amplamente esperadas devido à recente decisão do Tribunal Europeu sobre os empréstimos em francos na Polónia, conhecidos como “frankowicze”. Em causa está o entendimento do Tribunal de Justiça Europeu, de que os contratos de empréstimos feitos na Polónia e indexados a uma moeda estrangeira, são cláusulas abusivas, relacionadas com variações cambiais, e por isso podem motivar a anulação dos contratos.

Para já, o banco não faz referência a provisões relativas a estes empréstimos. Por outro lado, fez uma “provisão inicial para devolução das comissões de créditos pessoais reembolsados antecipadamente, após decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia” de 53 milhões de zlótis (12,3 milhões de euros)“.

(Notícia corrigida às 10h00 para retirar referência a provisão relacionada com “frankowicze”)

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