Frente Comum quer aumento de 90 euros para Função Pública em 2020

  • ECO
  • 28 Outubro 2019

Ana Avoila apresentou esta segunda-feira as reivindicações da Frente Comum para 2020, isto no primeiro dia do novo Governo de António Costa.

Enquanto António Costa cumpria a primeira promessa e tomava um café na estação do Pragal, em Almada, Ana Avoila apresentava em Lisboa as reivindicações da Frente Comum dos Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Pública para 2020. Quer o salário mínimo nos 850 euros antes do final da legislatura e exigiu um aumento de 90 euros para os funcionários públicos já no próximo ano.

Em conferência de imprensa, Ana Avoila criticou o facto de o Executivo falar em aumentos salariais para os trabalhadores mais qualificados. “Se o Governo está a tentar criar elites dentro da Administração Pública, para tentar fazer a revalorização de alguns técnicos superiores, esqueça isso. Até o pode fazer, mas esqueça isso porque ninguém o vai entender”, disse a dirigente sindical, na sede da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, em declarações transmitidas pela RTP Notícias.

“O que este Governo tem de fazer para já é arranjar dinheiro para dar 90 euros a todos os trabalhadores e de seguida fazer a reposição das carreiras e quando falar das carreiras saber daquilo que está a falar”, acrescentou aos jornalistas.

Ana Avoila lembrou ainda que o manifesto da Frente Comum também apresenta como reivindicação os 850 euros de salário mínimo antes de 2023. “Não são os 750 euros como quer o Governo e como já anunciou António Costa. São 850 euros e não é no final da legislatura”, sublinhou a líder da Frente Comum. “É quando os trabalhadores lutarem e quando o conseguirem no concreto“, frisou ainda, sugerindo um aumento da contestação dos funcionários públicos.

A sindicalista referiu que com “os impostos de Vítor Gaspar” a Função Pública “levou com uma carga de impostos tão elevada” que reduziu, em termos práticos, o rendimento mensal dos trabalhadores da Administração Pública e também do poder de compra.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Frente Comum quer aumento de 90 euros para Função Pública em 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião