Sócrates já começou a ser ouvido pelo juiz Ivo Rosa. Diz que “vai repor a verdade”

O ex-primeiro ministro começou esta segunda-feira o interrogatório no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. "Repor a verdade" é a intenção do arguido.

José Sócrates começou esta segunda-feira a ser ouvido pelo juiz Ivo Rosa no âmbito da Operação Marquês, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Venho fazer aquilo que tenho feito ao longo destes últimos cinco anos, repor a verdade. É um longo caminho bem sei. É um longo caminho, um caminho mais árduo daqueles que fazem alegações completamente infundadas, injustas e até absurdas”, afirmou José Sócrates à entrada do tribunal.

Armando Vara, um dos arguidos da Operação Marquês, acredita que “todos os interrogatórios são importantes neste processo”.

Esta é a quarta vez que o ex-primeiro ministro será interrogado, mas é a primeira em que será ouvido pelo juiz Ivo Rosa, nomeado em setembro de 2018 para a fase de instrução.

Em 2014 foi interrogado pelo juiz Carlos Alexandre, que levou a cabo o processo até à fase de inquérito. Um ano depois foi ouvido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e, em março de 2017, foi interrogado pela dupla Rosário Teixeira e juiz Carlos Alexandre.

O ex-primeiro ministro foi constituído arguido na Operação Marquês, em 2014, e incorre em 31 crimes económico-financeiros. Entre eles, corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada. Sócrates chegou a estar preso preventivamente, em novembro de 2014, e posteriormente domiciliariamente. A pena dos crimes em que está acusado pode chegar aos oito anos de prisão.

A acusação sustenta que José Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2013.

O processo Marquês conta com 28 arguidos, entre os quais 19 são pessoas singulares e nove pessoas coletivas. O juiz Ivo Rosa foi escolhido por sorteio para ser o juiz de instrução do processo Operação Marquês.

O interrogatório decorre até 31 de outubro, quinta-feira, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Os próximos três dias foram deixados em aberto para a eventualidade de ser necessário prosseguir a audição.

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