Fiat Chrysler confirma negociações com a PSA. Ações disparam 9% na bolsa de Milão

Conversações para uma potencial fusão foram confirmadas pelas duas produtoras automóveis. Governo italiano diz que está a acompanhar, mas não irá pronunciar-se sobre uma operação de mercado.

A Fiat Chrysler está a negociar uma fusão com a PSA, dona da Peugeot, depois de ter falhado um negócio semelhante com a Renault este ano. A notícia foi avançada esta terça-feira e agora confirmada pela própria empresa. O negócio que poderá dar origem a um gigante transatlântico no setor da produção automóvel já está a dar ganhos à empresa.

A empresa de automóveis Fiat Chrysler, de capital italiano e norte-americano, dispara 8,6% para 12,75 euros por ação, na bolsa de Milão. Ainda antes de ter confirmado “contactos” com o grupo francês PSA para criar um novo grupo avaliado em 50 mil milhões de dólares, já tinha valorizado 7,5% na última sessão, em Wall Street.

Em comunicado citado pela Reuters, a Fiat disse que “não tem mais nada a acrescentar” relativamente às conversações. Num segundo comunicado, também a dona da Peugeot confirmou as negociações para a fusão. Na bolsa de Paris, a PSA valoriza 6% para 26,36 euros.

O ministro italiano da Indústria também já se pronunciou sobre o negócio, dizendo que o Governo está a acompanhar, mas não irá dar nenhum parecer sobre uma operação de mercado.

Segundo as informações avançadas terça-feira pelo The Wall Street Journal, o método que está a ser estudado passa por uma fusão em que os atuais acionistas das duas empresas recebem a mesma quantidade de ações na nova fabricante automóvel. Mas outras opções poderão também ser consideradas, uma vez que as conversações entre as duas companhias ainda estão em curso.

John Elkann, atual chairman da Fiat Chrysler, poderá assumir o mesmo cargo na nova empresa. Em simultâneo, o atual líder executivo da PSA, o português Carlos Tavares, pode assumir a presidência executiva desta nova empresa.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Fiat Chrysler confirma negociações com a PSA. Ações disparam 9% na bolsa de Milão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião