“A inovação é fundamental para o futuro das empresas e do país”, diz Carlos Oliveira

O conselheiro europeu para a inovação esteve presente esta quinta-feira na conferência "Investimento e Capitalização das Empresas", promovida pelo Banco Empresas Montepio (BEM), em Braga.

A indústria portuguesa está a passar por uma transformação a grande velocidade. Indústria 4.0, robotização, automação, inteligência artificial. Este é o futuro e as empresas têm de preparar-se neste sentido. Carlos Oliveira, conselheiro europeu para a inovação, está convicto que “quem conseguir aplicar a inovação aos processos e produtos terá mais potencial de ter sucesso no futuro”. Diz que a inovação é um tema “muito complexo, mas fundamental para o futuro das empresas e do país”.

“As empresas devem apostar na inovação para se diferenciarem no produto, no marketing e nos processos. Só assim é que poderão no futuro alavancar e ter crescimento”, explica o conselheiro europeu para a inovação.

Para Carlos Oliveira “a inovação está extremamente ligada ao talento e à qualificação dos recursos humanos, mas também à própria gestão e aos próprios empresários”. Na conferência “Investimento e Capitalização das Empresas”, promovida pelo Banco Empresas Montepio (BEM) em Braga, o conselheiro europeu para a inovação explica que “para existir inovação com maior impacto, as empresas devem pensar numa perspetiva a médio prazo. Devem olhar para o futuro dos produtos a cinco anos e potenciar colaborações com o sistema cientifico e tecnológico”.

A produtividade aumentará com a incorporação de inovação.

Carlos Oliveira

Conselheiro europeu para a inovação

Numa altura que em que a produtividade é um desafio para Portugal, Carlos Oliveira explicou ao ECO, à margem da conferência, que “a produtividade aumentará com a incorporação de inovação”. “As empresas devem optar por produtos mais rentáveis e que tenham a capacidade de aumentar as vendas e acrescentar valor”, reforça.

José Teixeira, presidente do grupo DST, constata que grande parte do tecido empresarial tem pouca escolaridade e qualificação. Considera que “o capital necessário para suprimir estes erros é investir na inovação, no conhecimento, na ciência, na ligação com as universidades, porque não há capacidade de autoconhecimento nas empresas”.

Numa perspetiva mais técnica, o economista Ricardo Arroja explica que a capitalização das empresas é fundamental e que em Portugal há falta de investimento. “Falta rentabilidade às empresas e perspetivas de rentabilizar o investimento”. Constata que “entre as PME, quase 25% têm capitais próprios negativos, o que significa que 1/4 das pequenas e médias empresas estão tecnicamente falidas”.

“Em Portugal há um problema de financiamento e as empresas estão muito descapitalizadas. (…) Existe uma incapacidade de identificar empresas que são viáveis, mas que por falta de financiamento não conseguem escalar”, conclui o economista Ricardo Arroja.

 

 

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