Cofina aumenta lucro apesar da queda das receitas. Dívida aumenta com a OPA à TVI

A empresa liderada por Paulo Fernandes, que lançou uma OPA à TVI, revelou um aumento dos lucros. Ganhou mais apesar das receitas terem encolhido. Explicação para os resultados está nos custos.

A Cofina lucrou, nos primeiros nove meses de 2019, 4,3 milhões de euros. Os lucros cresceram apesar de as receitas continuarem em queda, nomeadamente as de publicidade. Os custos recuaram mais, o que acabou por permitir à empresa liderada por Paulo Fernandes, que está a lançar uma OPA à dona da TVI, revelar um aumento de 15,3% nos resultados líquidos.

“As receitas totais atingiram 65 milhões de euros face aos 66,5 milhões registados nos nove primeiros meses de 2018, com as receitas de circulação a situarem-se nos 32 milhões de euros, menos 2,6% que em igual período de 2018 e as de publicidade a reduzirem-se 0,5%, apesar do aumento das receitas da CMTV”, diz a Cofina.

Analisando apenas o terceiro trimestre, houve “um crescimento das receitas totais em 1%, fruto do crescimento das receitas de publicidade de 2,2% e a um crescimento de cerca de 18% das receitas de marketing alternativo e outros”. Já “as receitas provenientes de circulação registaram um decréscimo de 5%”, salienta.

Ao mesmo tempo que as receitas caíram no acumulado do ano, “os custos operacionais apresentaram uma redução de 4,7% para os 53,3 milhões de euros, valor que compara com 55,9 milhões verificados no período homólogo de 2018″.

Esta evolução mais acentuada dos custos conseguiu, assim, compensar a quebra das receitas, levando a empresa liderada Paulo Fernandes a apresentar lucros mais expressivos em vésperas da compra da TVI.

OPA faz aumentar dívida

Apesar do aumento dos lucros, a dívida também cresceu. “A dívida líquida nominal da Cofina era de 49,3 milhões de euros o que corresponde a um aumento de 9,6 milhões de euros relativamente à dívida líquida nominal registada no final do exercício de 2018 e a um aumento de 7,1 milhões de euros face à dívida líquida registada no final do segundo trimestre de 2019″, diz a empresa. A explicação é a OPA.

“Este aumento está relacionado com o caucionamento de um montante de 10 milhões de euros no contexto do contrato de compra e venda celebrado em 20 de setembro de 2019 com a Promotora de Informaciones para a aquisição de 100% do capital social e direitos de voto da Vertix (e indirectamente de 94,69% do capital social e direitos de voto do Grupo Média Capital)”, refere a Cofina. Sem este efeito, a dívida teria caído.

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