BCE diz que hipótese de recessão no euro “aumentou significativamente”

  • Lusa
  • 11 Novembro 2019

O agravamento da situação levou a autoridade monetária a cortar juros e relançar o programa de compra de ativos. Posição foi defendida por membro da comissão executiva do BCE.

O Banco Central Europeu (BCE) defendeu esta segunda-feira que a zona euro “não está perto de deflação ou de recessão”, mas a possibilidade de chegar a essa situação “aumentou significativamente” dado o abrandamento da economia.

“Não estamos em deflação ou perto de uma recessão, mas a possibilidade de chegarmos a essa situação aumentou significativamente”, afirmou Yves Mersch, membro da Comissão Executiva do BCE.

Falando numa visita de jornalistas estrangeiros baseados em Bruxelas às instituições da União Europeia (UE) no Luxemburgo – embora o BCE esteja sediado na cidade alemã de Frankfurt –, o responsável notou que a situação económica na zona euro é, antes, de “abrandamento”, já que os países do euro estão “muito perto do crescimento zero”.

Por essa razão, o BCE teve de adotar nos últimos tempos “medidas inconvencionais”, realçou Yves Mersch, aludindo à redução das taxas de juro e ao relançamento do programa de compra de ativos.

O objetivo foi “tornar os bancos mais resilientes” e “aliviar o ambiente negativo” do sistema bancário, assinalou o membro da Comissão Executiva do BCE.

Nas declarações prestadas aos jornalistas, Yves Mersch notou também que, nos últimos anos, houve “uma redução do legado dos NPLs [non-performing loans, crédito malparado]” na região.

“Tínhamos um nível de exposição ao risco expressivamente alto”, apontou.

Yves Mersch saudou, por isso, esforços feitos pelas instituições bancárias “para reduzir o risco [de malparado] e para consolidar a sua situação”.

“Os bancos têm feito esforços enormes e em pouco tempo”, adiantou o responsável.

Aludindo ao “importante sinal” dado na reunião informal dos ministros das Finanças da UE na semana passada, na qual foram assumidos progressos na discussão sobre a conclusão da União Bancária, Yves Mersch salientou que este caminho “deve ser prosseguido”, tendo em vista regras harmonizadas para todos os bancos.

O membro da Comissão Executiva do BCE frisou ainda na ocasião a necessidade de a UE criar “uma política de fiscalização mais coesa para apoiar as medidas de combate à lavagem de dinheiro”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE diz que hipótese de recessão no euro “aumentou significativamente”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião