Ecologia dá pontos às empresas na hora de recrutar e reter talento

A procura de políticas ecológicas está a começar a tornar-se obrigatória no discurso de recrutamento de uma organização, assim como na retenção do talento.

A proteção ambiental e políticas ligadas à ecologia são já uma prioridade na hora de escolher a empresa a quem enviar o CV. Saber quão sustentável e amiga do ambiente uma empresa pode ser está atualmente nas prioridades e interesses dos potenciais trabalhadores na hora de se candidatarem a lugares disponíveis numa organização.

De acordo com a Hays, grupo líder mundial especializado em recrutamento, a atração de talentos e os benefícios de retenção devem ser concretizados e, para isso, os empregadores precisam de garantir que os seus esforços de sustentabilidade sejam autênticos.

“Em todos os setores, as organizações estão a responder ao transformar os locais de trabalho em ambientes mais ecológicos. Enquanto muitos estão a fazê-lo por razões morais, há outros que o fazem por vantagens comerciais”, refere Joana Santos, People & Culture manager da Hays Portugal, citada em comunicado.

Assim, além das abordagens mais comuns como reciclagem e gestão de água e resíduos, a Hays destaca três outras vantagens que os empregadores e profissionais de recursos humanos devem considerar:

  1. Bem-estar e produtividade dos trabalhadores: um local de trabalho sustentável pode melhorar o desempenho dos profissionais. Por exemplo, está provado que o design biofílico — implementar mais plantas no local de trabalho para ajudar as pessoas a sentirem-se mais conectadas com a naturezamelhora o bem-estar e a produtividade dos empregados. Um estudo da Universidade de Cornell revelou que a luz natural no escritório, em vez da dependência excessiva de iluminação artificial leva a uma queda de 84% de sintomas de fadiga ocular, dores de cabeça e visão turva. Segundo o autor do relatório, Alan Hedge, tal, além de melhorar a saúde e o bem-estar, faz com que exista um aumento de produtividade por parte dos profissionais.
  2. Atração dos trabalhadores: de acordo com o “Deloitte Millennial Survey 2019″, que questionou a geração millennial em todo o mundo, as mudanças climáticas e a proteção do meio ambiente são as principais preocupações da nova vaga de trabalhadores. Assim, a procura de políticas ecológicas está a começar a tornar-se obrigatória no discurso de recrutamento de uma organização.
  3. Retenção de profissionais: os trabalhadores mais jovens estão a procurar mais do que apenas um bom salário e “mostram uma lealdade mais profunda aos empregadores que abordam questões como proteção do meio ambiente”, explica a Deloitte segundo os resultados obtidos no mesmo estudo.

Joana Santos, People & Culture manager da Hays Portugal, afirma ainda que, caso a organização não vá ao encontro desta consciencialização e se molde às necessidades atuais dos trabalhadores, isso pode causar perdas de “recrutamento de talentos de topo”.

“A chave é ser autêntico. Qualquer organização que sobrevaloriza as suas credenciais ecológicas deixa-se vulnerável a acusações de greenwashing, tendo um enorme impacto sobre o seu employer brand e também na capacidade de atrair os melhores talentos”, refere a People & Culture manager. De acordo com Joana Santos, desligar as luzes e os computadores no final do dia e fazer reciclagem são algumas das pequenas ações em que os trabalhadores também podem ajudar a um funcionamento e a uma cultura mais sustentáveis da empresa.

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