Vistos gold: Investimento de quase cinco mil milhões em sete anos de programa

  • Lusa
  • 13 Novembro 2019

Segundo dados do SEF, o investimento através dos vistos gold captou, ao fim de sete anos de programa, 4,9 mil milhões de euros, com a compra de imóveis a representar 90%.

O investimento através dos vistos gold captou, ao fim de sete anos de programa, 4,9 mil milhões de euros, com a compra de imóveis a representar 90%, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Lançadas em outubro de 2012, as Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) captaram ao fim de sete anos quase cinco mil milhões de euros (4.911.263.689,42 euros), com a aquisição de imóveis a somar 4.433.605.566,52 euros.

Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem, ao fim deste tempo, a 477.658.122,9 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 8.061 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 1.099 em 2019.

Até outubro último, em termos acumulados, foram atribuídos 7.594 vistos gold por via da compra de imóveis, dos quais 422 tendo em vista a reabilitação urbana.

Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 450 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.424), seguida do Brasil (844), Turquia (370), África do Sul (318) e Rússia (290).

Desde o início do programa foram atribuídas 13.756 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 1.941 este ano.

Investimento em outubro desce 19% para 59,9 milhões de euros

O investimento captado através dos vistos gold recuou 19% em outubro, face igual mês de 2018, para 59,9 milhões de euros, segundo contas feitas pela Lusa com base nas estatísticas do SEF.

Em outubro, o investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) atingiu 59.941.987,79 euros, um recuo de 19% em termos homólogos (74,2 milhões de euros).

Relativamente a setembro, quando o investimento foi de 48,4 milhões de euros, este subiu 23,7%.

Do total do investimento captado em outubro, 54,7 milhões de euros correspondem à compra de bens imóveis e 5,1 milhões de euros provém do requisito de transferência de capitais.

Em outubro foram atribuídos 101 vistos gold, dos quais 96 por via da compra de imóveis e cinco por transferência de capitais.

Do total de vistos dourados concedidos com a compra de imóveis, 12 corresponderam à aquisição como objetivo de reabilitação urbana.

Nos primeiros 10 meses do ano, o investimento totalizou 661 milhões de euros, menos 0,8% do que em igual período de 2018.

Em sete anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado até outubro totalizou 4.911.263.689,44 euros, com a aquisição de imóveis a somar 4.433.605.566,52 euros.

Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem a 477.658.122,9 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 8.061 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 1.099 em 2019.

Até outubro último, em termos acumulados, foram atribuídos 7.594 vistos gold por via da compra de imóveis, dos quais 422 tendo em vista a reabilitação urbana.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vistos gold: Investimento de quase cinco mil milhões em sete anos de programa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião