Lisboa cai pela terceira sessão consecutiva. Contraria Europa

Num dia de maior otimismo face a um acordo comercial entre EUA e China, a bolsa de Lisboa contrariou a tendência e fechou a cair. Os títulos da Nos pesaram no PSI-20.

A bolsa de Lisboa fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, contrariando o sentimento positivo registado na maioria das praças da Europa. O principal índice nacional foi pressionado por uma queda de mais de 2,5% nas ações da Nos, mas também por desvalorizações no setor do retalho e da banca.

O Stoxx 600 avançou 0,33% e as principais praças europeias seguiram essa tendência, exceto o britânico FTSE 100, que fechou praticamente inalterado, com ganhos de 0,04%. Contudo, o PSI-20 seguiu em contracorrente e recuou 0,13%, para 5.267,66 pontos. Os títulos da Nos perderam 2,56% e fecharam a sessão a valer 5,14 euros, desempenho que foi penalizador para a bolsa nacional.

Títulos da Nos pressionam bolsa de Lisboa

Em destaque esteve também a Jerónimo Martins. A sessão anterior marcou os 30 anos desde que a dona dos hipermercados Pingo Doce entrou na bolsa, mas a empresa regista quedas há três sessões. Nesta, fechou a perder 0,83%, para 14,85 euros, numa altura em que a empresa tem enfrentado pressão regulatória no seu principal mercado: a Polónia.

O BCP também contribuiu para o recuo da bolsa de Lisboa, ao fechar a última sessão da semana com uma queda de 0,38%. Os títulos do banco liderado por Miguel Maya estão a valer, agora, 20,92 cêntimos.

Num final de semana marcado pelo maior otimismo em torno da assinatura de um acordo comercial entre EUA e China, cujo texto estará perto de ser fechado, os setores da energia e das papeleiras acabaram por impedir perdas maiores no PSI-20.

A EDP Renováveis avançou 0,79%, para 10,20 euros, enquanto a Galp Energia subiu 0,43%, para 15,185 euros. Altri e Navigator registaram os melhores desempenhos do índice, tendo registado valorizações de, respetivamente, 1,93% e 1,74%, ajudadas pelo maior otimismo em torno das questões comerciais.

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