Madrid vai construir 25.000 casas com rendas acessíveis

Chama-se Plano da Comunidade e passa pela construção de 25.000 casas com rendas 50% abaixo do preço de mercado, das quais 15.000 ficarão prontas já nesta legislatura.

Já são várias as medidas levadas a cabo em Espanha para dar resposta ao elevado preço das habitações. Desta vez foi Madrid a anunciar a construção de 25.000 habitações com rendas acessíveis, das quais mais de metade ficarão prontas já nesta legislatura. As casas estarão distribuídas por mais de 40 municípios da capital espanhola e resultarão de uma parceria público privada.

Chama-se Plano da Comunidade e pretende facilitar o acesso dos jovens à habitação, numa altura em que, em Espanha, esta faixa etária tem vindo a sair de casa dos pais cada vez mais tarde — a média está nos 29,5 anos, de acordo com dados do Eurostat, citados pelo Expansión (conteúdo em espanhol). E porque a média de preços das casas em Madrid já é mais alta do que a média nacional, a capital espanhola decidiu tomar medidas.

“Serão casas a metade do preço de arrendamento praticado no mercado”, disse David Pérez, vereador da Habitação da Comunidade de Madrid, citado pelo jornal espanhol. Assim, serão construídas 25.000 casas para arrendar nos próximos oito anos, das quais 15.000 ficarão prontas ainda nesta legislatura. Para estas primeiras unidades, serão criados 10.000 postos de trabalho, segundo o La Vanguardia.

De acordo com fontes próximas à autarquia, estas habitações serão construídas em terrenos públicos, distribuídos por mais de 40 municípios de Madrid, estando já todos os lotes localizados, diz o Expansión.

Idealizámos uma política que facilita o acesso à habitação, criando oferta suficiente e segurança jurídica no setor imobiliário e no mercado de arrendamento. Além disso vamos reabilitar edifícios, de forma a melhorá-los e podermos desfrutar de cidades mais sustentáveis”, disse David Pérez.

Esta é uma das muitas medidas que já estão a ser implementadas em Espanha neste sentido. Recentemente, Barcelona anunciou a instalação de contentores em certas ruas da cidade, num investimento de 5,3 milhões de euros que vai transformar estes contentores em apartamentos de emergência.

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