“Bancos aproveitam-se da iliteracia financeira das pessoas”, afirma presidente da Revolut

  • ECO
  • 19 Novembro 2019

O presidente da Revolut diz que "os bancos aproveitam-se da iliteracia financeira da maioria das pessoas". "Os bancos levam-vos o couro e o cabelo", alerta.

O presidente e cofundador da Revolut considera que os preços que os bancos cobram pelos serviços que prestam “não são justos” e que estes se aproveitam da “iliteracia financeira da maioria das pessoas”. Quanto ao aumento das comissões por parte das instituições bancárias, Nikolay Storonsky justifica-o pela necessidade que os “bancos têm de proteger as suas fontes de receita”.

Os bancos levam-vos o couro e o cabelo” começa por dizer Nikolay Storonsk, em entrevista ao Observador (acesso pago). Segundo o presidente, se cada pessoa analisasse “todas as transações que faz, os custos e comissões associadas” ficaria em choque. “Os bancos aproveitam-se da iliteracia financeira da maioria das pessoas. Os preços que cobram não são justos pelos serviços que prestam, na minha opinião“, atira.

Quanto às comissões cobradas pelas instituições bancárias tradicionais, Nikolay Storonsk defende que os gestores “só se importam com manter as fontes de receita” e, uma vez que as taxas de juro são cada vez mais baixas, os bancos estão a perder dinheiro e “têm de ir buscar dinheiro a algum lado”, assinala.

Na sua perspetiva, os bancos não vão conseguir competir com Revolut já que fintech britânica tem menos trabalhadores e uma tecnologia mais moderna. “Somos muito mais eficientes e por isso é que quando eles aumentam as comissões nós ainda estamos em melhor posição para os bater ao nível do preço. Eles não conseguem competir”, sublinha.

Com cerca de nove milhões de utilizadores, a Revolut prepara-se para lançar o seu primeiro cartão de crédito em dezembro em alguns mercados e que será posteriormente alargado por toda a Europa. Em Portugal, o plano passa por tentar fazer um acordo com a rede de terminais de Multibanco, da SIBS. Relativamente a essa matéria, o presidente admite que será difícil, mas que “encontraremos uma maneira”.

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