Pensões de velhice atingem em outubro valor mais alto dos últimos 11 anos

  • Lusa
  • 20 Novembro 2019

O número de pensões de velhice subiu 0,4% em termos homólogos e 0,2% face ao mês anterior, com as mulheres a representarem 52,9% do total de novas pensões de velhice e os homens 47,1%.

O número de pensões de velhice atribuídas pela Segurança Social subiu 7.315 em outubro em termos homólogos, para 2.046.255, atingindo o valor mais alto desde 2008, o início da série estatística, revelam dados mensais divulgados esta quarta-feira.

Segundo a síntese mensal elaborada pelo gabinete de estratégia e planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o número de pensões de velhice subiu 0,4% em termos homólogos e 0,2% face ao mês anterior, com as mulheres a representarem 52,9% do total de novas pensões de velhice e os homens 47,1%.

Em 1 de outubro entrou em vigor uma nova regra que veio permitir a reforma aos 60 anos de idade sem o corte de 14,7% pelo fator de sustentabilidade a quem, nessa idade, conte pelo menos 40 anos de contribuições. Contudo, manteve-se em vigor a penalização de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal de reforma, que este ano é de 66 anos e cinco meses, ou face à idade pessoal da reforma.

De acordo com as estatísticas da Segurança Social, em outubro foram ainda contabilizadas 712.150 pensões de sobrevivência, mais 1.681 face a setembro (0,2%) e mais 4.246 pensões comparando com outubro de 2018, traduzindo um aumento de 0,6%. As mulheres detiveram a maioria das pensões de sobrevivência (580.565 pensões), correspondendo a 81,5% do total de processamentos.

Já o número de pensões de invalidez subiu 0,3% em relação ao mês anterior (mais 581 pensões) e 6,2% em termos homólogos (mais 10.885 pensões), tendo sido contabilizadas 185.163 pensões desta natureza. Do total de pensões de invalidez, 47,7% foram atribuídas a mulheres e 52,3% a homens.

As estatísticas da Segurança Social revelam ainda que em outubro foram pagos 156.644 subsídios por doença, mais 6,8% do que em setembro (um aumento de 10 mil baixas), com 93.865 beneficiários do sexo feminino (59,9% do total) e 62.779 beneficiários do masculino (40,1% do total).

Nas mulheres, o aumento face a setembro foi de 8,2% (mais 7.126 beneficiárias) e, nos homens, de 4,8% (mais 2. 874 beneficiários). Comparando com outubro de 2018, houve um acréscimo de 4,5% no total de subsídios de doença (mais 6.753 indivíduos), com subida de 4,9% no sexo feminino (mais 4.385 subsídios) e de 3,9% no sexo masculino (mais 2.368 prestações).

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